quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mudanças

Texto de 27 de outubro de 2008.

Ouvi diversas vezes as pessoas dizendo que "reclamar não adianta nada" ou que falar de política é inútil pois os políticos nunca vão mudar. Durante algum tempo, eu mesma segui essa postura pessimista.

Mas os acontecimentos podem abrir nosso campo de visão para uma saída. Eu começo a pensar que o brasileiro (e principalmente o brasiliense) tem que mudar de postura. Nós somos muito passivos e acreditamos demais na mídia sem uma prévia reflexão. O povo tem que fazer valer os seus DIREITOS, porque os deveres são devidamente impostos e cobrados pelo governo.

Está na hora de tentar ir atrás da contrapartida. Parece muito ingênuo ou pseudo-revolucionário usar esses termos, mas o discurso é velho, a postura é que é nova. O novo cidadão tem armas eficientes e pretendo me valer de uma delas, a internet.

Só para exemplificar, outro dia estava tentando atravessar a rua de mão dupla que dá para entrada da garagem de um shopping center e como o fluxo de carros era grande, estava esperando a algum tempo. Continuei esperando e me dei conta que alguns carros pareciam acelerar quando viam que eu tencionava atravessar a rua. Não existia faixa de pedestre nessa rua em parte alguma da sua extensão. Num dado momento o fluxo dimiuiu numa mão e na outra havia somente dois carros bem distantes.

Eu poderia atravessar tranquilamente se o carro não fosse entrar na garagem, mas se não fosse teria que passar correndo. Esperei um pouco e como o carro não deu seta eu atravessei calmamente (estava acompanhada da minha mãe que tem problema no joelho e não pode correr) quando vi que a mulher que dirigia o carro me olhava com uma cara feia pois ela teve que parar para que nós pudéssemos atravessar a rua já que ela queria entrar na garagem. Juro que pelo tempo que eu esperei na calçada me deixou tão bem humorada que fiz aquele sinal pra moça do carro como quem diz "a seta, madame!".

Para a minha surpresa, levei um beliscão no braço da minha mãe. Ela achou super grosseiro eu acenar para a mulher no meio da rua. Fiquei p. da vida! Que coisa, né. A madame tá sentada na sombrinha e no ar-condicionado e a gente enfrentando a rua e tentando chegar do outro lado num lugar onde NÃO tinha faixa de pedestre e eu que tava sendo recriminada? Se a gracinha tivesse dado seta a gente não teria entrado na frente dela. Mas a maioria das pessoas acha aquilo um acessório do carro e não um item obrigatório (algo que deva ser realmente usado).

Conclusão, se vc não reclama é passiva, se reclama, grosseira. Tá difícil...

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