segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tomando café velho, encore.

Eu devo ter sido um ruminante na outra incarnação. É, não é todo dia que uma mulher admite isso, mas enfim, eu rumino. E me arrependo muito as vezes de ruminar as coisas antes de responder. Não consigo contar quantas vezes levei desaforo para casa porque não queria magoar ninguém sem me dar conta que acabava deixando as pessoas me magoarem impunimente. Muitas vezes usando um "foi mal" aqueles que me magoavam conseguiam seu perdão com um simples "tudo bem" da minha parte.

Muitas vezes eu ficava tão surpresa com a natureza dos comentários que era incapaz de revidá-los. Outras vezes eu fizia uma longa auto-análise para saber se tais acusações a minha pessoa tinham fundamento. Mas posso dizer que esse última era mínima. É muito raro encontrar pessoas que façam críticas sinceras e contrutivas. E eu não me ofendo com críticas. Mas... como disse, eu as rumino demais. Tanto que as vezes tenho raiva de mim mesma.

Eu tentei entender de onde vem esse hábito, porque afinal, todos na minha família parecem ser absurdamente diferente. Falam coisas ofensivas em tom de brincadeira e tá resolvido. Se vc se ofende o problema é seu, porque é muito sensível, e isso não é bom. Não é normal... Eu me lembro de ir ao psicólogo quando era adolescente porque os meus pais estavam de fato preocupados com o comportamento dos filhos. No meu caso, eu passava as sessões discutindo com a psicóloga, que tinha o mesmo nível intelectual que uma menina de 14 anos, o porque as pessoas se ofendiam quando eu falava o que pensava.

Bom, em parte ela me ajudou a entender que a maioria das perguntas pessoais são retóricas. Por outro lado, eu tinha aprendido bem com uma pessoa como pintar a verdade com retoques de crueldade. Felizmente, nunca superei meu mestre.

Hoje em dia eu pergunto porque me pergunto demais? Me coloco em situações desagradáveis por causa desse comportamento. Coisas que seriam deixadas de lado se eu devolvesse o comentário no mesmo nível. Coisas do tipo, "nossa, vc está gorda", se eu simplesmente respondesse "e vc continua burra". Eu devolveria na mesma altura e talvez até fizesse a pessoa enxergar a merda que disse. Uma vez eu tentei essa, e recebi até um pedido de desculpas, de um francês!

Concordo que pensar antes de falar é sempre um bom hábito, mas quando o seu pensamento não é tão rápido que possa encontrar uma resposta ao mesmo tempo inteligente e polida, devolva no mesmo nível. O agressor não poderá reclamar sem apontar o dedo para si mesmo. Outra coisa importante é se lembrar de ligar o botão do foda-se quando falar com determinadas pessoas, porque se vc deixar, elas vão ser o seu inferno.

2 comentários:

Caso me esqueçam disse...

ah, como eu te entendo. falei disso no meu post sobre a prefeitura, viu? "levo desaforo pra casa". eu nao sou rapida pra responder. ou mesmo se tenho a resposta na cabeça, deixo passar. as vezes porque vejo que nao vale a pena responder, outras porque eu fico tao pasma com o ataque que a resposta se perde... enfim. no final das contas, as vezes eh melhor ficar calado: voce pode sempre passar pela pessoa que eh superior e que prefere nao ficar se trocando hehehe

Glória Maria Vieira disse...

Ó MY GOOOD! kkk :/ Eu também já engoli muito sapo nesses míseros 20 anos de vida.
Muitas vezes, eu só formulo a resposta depois, e muito depois, que a pessoa já fez o comentário cretino, ou maldoso, ou ainda... desnecessário.
Nessas férias mesmo, só pra exemplificar, eu estava sentada colocando o papo em dia com uma grande amiga minha, quando uma senhora passa e a primeira coisa que disse antes de dizer: "Oi, Glorinha! Tudo bem?" , foi: "Como tá gordinha!"... DRIXZ MARIA DOS ANJOS DO CÉU AZUL... Além de eu ter ficado morta só respondi um simples e sem graça: "É... " É? É UMA PINOIA! Porque eu deveria ter respondido no mínimo: A senhora sempre esteve, né?! KKKKKKKKKKKKK FOFINHA!=)

MAAAAAAAS não... Fiquei murcha e engoli mais esse girino.
As pessoas não medem o que falam, nem observam como falam. AFF