Existe um programa na televisão americana que persegue pessoas supostamente infiéis e promovem uma lavagem de roupa suja em cadeia internacional entre o traidor, o traído e o amante. Eu de vez em quando dou uma espiada, afinal, quem não gosta de ver um barraco de vez em quando?
Mas em todos os episódios, uma coisa me chamou a atenção. O ódio pela traição recaí em 95% dos casos, em cima do amante. Os traídos vão para cima dele com tudo e tem que ser segurados pela produção do programa. Mesmo sabendo que o programa faz um pouco de vista grossa para agressões contra o traidor, a maioria dos traídos quer mesmo é tirar satisfações com o amante.
Esse comportamento não é esclusividade norte-americano. Lembro que dos muitos casos que conheço de mulheres que são "trocadas", a culpa de toda a sua de sua má sorte cai na "bandida". Além do velho mito do machão que mata o "cabra safado" e a mulher "mardita". Eu, particularmente, acho que a traição é algo um pouquinho mais complicado do que apenas uma terceira pessoa mal intencionada que quer "roubar" o seu homem (ou mulher). Para falar a verdade, muitas vezes é absolutamente o contrário. A questão é que se um não quer, dois não brigam. Por mais escuso e covarde que uma traição possa ser, de fato, no mínimo isso significa que a outra pessoa não está feliz no relacionamento.
O que eu realmente acho, é que a traição é o estopim de outros problemas no relacionamento. A raiva contra o amante parece não ser nada além de um desvio da própria responsabilidade no "fracasso". Não estou dizendo que o traidor não deva ser responsabilizado, mas como uma relação é inicialmente algo entre duas pessoas, a parte que procurou a terceira é que tem o problema, não o amante. Esse, por vezes, não sabe qual é a verdadeira situação da pessoa com quem está saindo. E vamos e convenhamos, se o seu homem/mulher pulou a cerca, foi ele que te traiu, não o amante. Quem tinha um compromisso afinal?
Culpar o amante é fácil, mas bastante idiota. Para muitas mulheres é mais fácil acreditar que os homens são criaturas de carne fraca, criados para "cobrir" várias fêmeas e que no fundo são é pobres vítimas da própria natureza e dessas mulheres sensuais. Então, culpando a amante, elas deixam o caminho livre para perdoar o traidor e, é claro, ser traída novamente. Afinal, o cara acaba entendendo que no fundo, foi tudo culpa da bandida, como sua mulher bem "falou".
Claro que é fácil falar quando não se está na pele d@ corn@
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Tomando café velho, encore.
Eu devo ter sido um ruminante na outra incarnação. É, não é todo dia que uma mulher admite isso, mas enfim, eu rumino. E me arrependo muito as vezes de ruminar as coisas antes de responder. Não consigo contar quantas vezes levei desaforo para casa porque não queria magoar ninguém sem me dar conta que acabava deixando as pessoas me magoarem impunimente. Muitas vezes usando um "foi mal" aqueles que me magoavam conseguiam seu perdão com um simples "tudo bem" da minha parte.
Muitas vezes eu ficava tão surpresa com a natureza dos comentários que era incapaz de revidá-los. Outras vezes eu fizia uma longa auto-análise para saber se tais acusações a minha pessoa tinham fundamento. Mas posso dizer que esse última era mínima. É muito raro encontrar pessoas que façam críticas sinceras e contrutivas. E eu não me ofendo com críticas. Mas... como disse, eu as rumino demais. Tanto que as vezes tenho raiva de mim mesma.
Eu tentei entender de onde vem esse hábito, porque afinal, todos na minha família parecem ser absurdamente diferente. Falam coisas ofensivas em tom de brincadeira e tá resolvido. Se vc se ofende o problema é seu, porque é muito sensível, e isso não é bom. Não é normal... Eu me lembro de ir ao psicólogo quando era adolescente porque os meus pais estavam de fato preocupados com o comportamento dos filhos. No meu caso, eu passava as sessões discutindo com a psicóloga, que tinha o mesmo nível intelectual que uma menina de 14 anos, o porque as pessoas se ofendiam quando eu falava o que pensava.
Bom, em parte ela me ajudou a entender que a maioria das perguntas pessoais são retóricas. Por outro lado, eu tinha aprendido bem com uma pessoa como pintar a verdade com retoques de crueldade. Felizmente, nunca superei meu mestre.
Hoje em dia eu pergunto porque me pergunto demais? Me coloco em situações desagradáveis por causa desse comportamento. Coisas que seriam deixadas de lado se eu devolvesse o comentário no mesmo nível. Coisas do tipo, "nossa, vc está gorda", se eu simplesmente respondesse "e vc continua burra". Eu devolveria na mesma altura e talvez até fizesse a pessoa enxergar a merda que disse. Uma vez eu tentei essa, e recebi até um pedido de desculpas, de um francês!
Concordo que pensar antes de falar é sempre um bom hábito, mas quando o seu pensamento não é tão rápido que possa encontrar uma resposta ao mesmo tempo inteligente e polida, devolva no mesmo nível. O agressor não poderá reclamar sem apontar o dedo para si mesmo. Outra coisa importante é se lembrar de ligar o botão do foda-se quando falar com determinadas pessoas, porque se vc deixar, elas vão ser o seu inferno.
Muitas vezes eu ficava tão surpresa com a natureza dos comentários que era incapaz de revidá-los. Outras vezes eu fizia uma longa auto-análise para saber se tais acusações a minha pessoa tinham fundamento. Mas posso dizer que esse última era mínima. É muito raro encontrar pessoas que façam críticas sinceras e contrutivas. E eu não me ofendo com críticas. Mas... como disse, eu as rumino demais. Tanto que as vezes tenho raiva de mim mesma.
Eu tentei entender de onde vem esse hábito, porque afinal, todos na minha família parecem ser absurdamente diferente. Falam coisas ofensivas em tom de brincadeira e tá resolvido. Se vc se ofende o problema é seu, porque é muito sensível, e isso não é bom. Não é normal... Eu me lembro de ir ao psicólogo quando era adolescente porque os meus pais estavam de fato preocupados com o comportamento dos filhos. No meu caso, eu passava as sessões discutindo com a psicóloga, que tinha o mesmo nível intelectual que uma menina de 14 anos, o porque as pessoas se ofendiam quando eu falava o que pensava.
Bom, em parte ela me ajudou a entender que a maioria das perguntas pessoais são retóricas. Por outro lado, eu tinha aprendido bem com uma pessoa como pintar a verdade com retoques de crueldade. Felizmente, nunca superei meu mestre.
Hoje em dia eu pergunto porque me pergunto demais? Me coloco em situações desagradáveis por causa desse comportamento. Coisas que seriam deixadas de lado se eu devolvesse o comentário no mesmo nível. Coisas do tipo, "nossa, vc está gorda", se eu simplesmente respondesse "e vc continua burra". Eu devolveria na mesma altura e talvez até fizesse a pessoa enxergar a merda que disse. Uma vez eu tentei essa, e recebi até um pedido de desculpas, de um francês!
Concordo que pensar antes de falar é sempre um bom hábito, mas quando o seu pensamento não é tão rápido que possa encontrar uma resposta ao mesmo tempo inteligente e polida, devolva no mesmo nível. O agressor não poderá reclamar sem apontar o dedo para si mesmo. Outra coisa importante é se lembrar de ligar o botão do foda-se quando falar com determinadas pessoas, porque se vc deixar, elas vão ser o seu inferno.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Klämrisk
Postar só por postar pode ser um problema. Parece meio óbvio dizer isso, mas cada dia que passa me dou conta disso. Antes de viajar, sim, pessoas, eu fui para Londres! Mas essa é uma outra história. Sabe, não gosto de contar coisas divertidas nesse blog. Ele é café velho, é amargo, sacou?! Bem, voltando ao assunto, antes de viajar estava encucada com umas coisas que minha amiga indiana me fez pensar e escrevi o post abaixo. Depois que voltei de viagem reli o post pela primeira vez pois não tive tempo antes e cheguei a conclusão de que ele estava realmente péssimo. Não tinha a opnião bem formada e essa minha amiga sempre me faz me sentir mal em relação a situação de nossas amigas asiáticas. Só que depois de uns dias me dou conta de que ela é uma ótima argumentadora e meu inglês é uma merda e eu não sei se a idéia que eu tenho é minha mesmo ou ela deu umas retocadas.
Mas para me lembrar disso, vou deixar essa porcaria de post bem aí embaixo. Para me lembrar também que não devemos abrir a boca sem pensar, ou escrever sem "estudar" o tema. Pensando nisso eu volto ao título da postagem, klämrisk. Essa é uma palavra do sueco que significa risco de acidente grave, ou melhor dizendo, de morte. Agora observem a foto abaixo:

Vcs repararam que o cara foi esmagado pela lixeira? É essa a analogia que venho fazendo com algumas idéias ruins que temos. Elas podem esmagar vc. Tá, a analogia não é tão inteligente assim, mas a questão também não é fácil. Deixem eu me explicar melhor. Vim de uma família, como tantas, onde muitas coisas não são faladas ou porque são "óbvias" ou porque não devem ser nomeadas, tal como Voldemort. Ao contrário desse último, os pensamentos são reais e assustadores. O que entra nesses dois tipos de idéias? Basicamente no primeiro grupo, sexo e drogas, no segundo, preconceito e racismo.
Ninguém na minha família vai dizer que é racista, mas ouço comentários do tipo "aquela sua amiga nem é negra, tem os traços tão fininhos" e por aí vai. Homossexuais na família, nem pensar! Na dos outros não tem problema, mas o menino de 4 anos que é educado já envergonha o pai. Ele devia mesmo estar brincando de dar espadadas em todo mundo e cuspindo nas meninas. Sexo? Depois que vc aprendeu tudo sozinha vem a sua mãe e fala, assistindo a um programa de televisão "mas esse povo não usa camisinha, minha gente? Que absurdo!". Mas nem olha pra gente, não compra camisinha para as filhas e etc. O pai fala demais e vc fica com nojo, mas só enquanto vc não tem idade para fazer, depois são só olhares inquisidores. Bebidas, só depois dos 18. Drogas, a mãe diz uma coisa, o pai diz outra, mas as coisas ficam mais confusas quando vc descobre que existe uma hipocrisia maior de que parece nas opiniões de cada um. Enfim, fui criada sofrendo choques de opiniões e posturas durante toda minha vida. Nunca fui uma pessoa muito safa e descobrir nesses pensamentos a verdadeira opinião da minha família me chocou muitas vezes.
O que não quer dizer que eu não tenha meus próprios motivos para me envergonhar, mas quando você está afastada da sua própria cultura e dessa dinâmida das coisas inomináveis e das subentendidas vc é constantemente forçada a lidar com seus próprios preconceitos. Vc acaba sendo perguntada diretamente, numa festa, na frente de outras pessoas, sobre o que pensa a respeito de drogas, o que vc acha delas. É uma terapia de choque. Tudo aquilo que vc negou, escondeu lá no fundo do seu inconsciente volta abruptamente numa simples frase. E então vc aprende a responder o que realmente pensa e lidar com isso, e ponderar, e pensar. E subtamente aquele peso que eu carregava começa a fazer graça. Afinal, vc descobre que vc não consegue ir longe carregando aquele lixo de bagagem, como na foto. E se forçar a barra, pode ser esmadado.
Mas para me lembrar disso, vou deixar essa porcaria de post bem aí embaixo. Para me lembrar também que não devemos abrir a boca sem pensar, ou escrever sem "estudar" o tema. Pensando nisso eu volto ao título da postagem, klämrisk. Essa é uma palavra do sueco que significa risco de acidente grave, ou melhor dizendo, de morte. Agora observem a foto abaixo:
Vcs repararam que o cara foi esmagado pela lixeira? É essa a analogia que venho fazendo com algumas idéias ruins que temos. Elas podem esmagar vc. Tá, a analogia não é tão inteligente assim, mas a questão também não é fácil. Deixem eu me explicar melhor. Vim de uma família, como tantas, onde muitas coisas não são faladas ou porque são "óbvias" ou porque não devem ser nomeadas, tal como Voldemort. Ao contrário desse último, os pensamentos são reais e assustadores. O que entra nesses dois tipos de idéias? Basicamente no primeiro grupo, sexo e drogas, no segundo, preconceito e racismo.
Ninguém na minha família vai dizer que é racista, mas ouço comentários do tipo "aquela sua amiga nem é negra, tem os traços tão fininhos" e por aí vai. Homossexuais na família, nem pensar! Na dos outros não tem problema, mas o menino de 4 anos que é educado já envergonha o pai. Ele devia mesmo estar brincando de dar espadadas em todo mundo e cuspindo nas meninas. Sexo? Depois que vc aprendeu tudo sozinha vem a sua mãe e fala, assistindo a um programa de televisão "mas esse povo não usa camisinha, minha gente? Que absurdo!". Mas nem olha pra gente, não compra camisinha para as filhas e etc. O pai fala demais e vc fica com nojo, mas só enquanto vc não tem idade para fazer, depois são só olhares inquisidores. Bebidas, só depois dos 18. Drogas, a mãe diz uma coisa, o pai diz outra, mas as coisas ficam mais confusas quando vc descobre que existe uma hipocrisia maior de que parece nas opiniões de cada um. Enfim, fui criada sofrendo choques de opiniões e posturas durante toda minha vida. Nunca fui uma pessoa muito safa e descobrir nesses pensamentos a verdadeira opinião da minha família me chocou muitas vezes.
O que não quer dizer que eu não tenha meus próprios motivos para me envergonhar, mas quando você está afastada da sua própria cultura e dessa dinâmida das coisas inomináveis e das subentendidas vc é constantemente forçada a lidar com seus próprios preconceitos. Vc acaba sendo perguntada diretamente, numa festa, na frente de outras pessoas, sobre o que pensa a respeito de drogas, o que vc acha delas. É uma terapia de choque. Tudo aquilo que vc negou, escondeu lá no fundo do seu inconsciente volta abruptamente numa simples frase. E então vc aprende a responder o que realmente pensa e lidar com isso, e ponderar, e pensar. E subtamente aquele peso que eu carregava começa a fazer graça. Afinal, vc descobre que vc não consegue ir longe carregando aquele lixo de bagagem, como na foto. E se forçar a barra, pode ser esmadado.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Do lado errado
Outro dia recebi um e-mail da minha irmã me contando as novidades. Entre outras coisas, ela me contou como vai minha cidade natal, Brasília. Uma cidade planejada, muito mal planejada. Eu digo e podem anotar aí, não sou Nostradamus, mas aposto que daqui há 10 anos Brasília será tão caótica quanto São Paulo é hoje.
Porque eu digo isso? O que vc espera de uma cidade que mal tem calçadas, mas a cada dia que passa destroe cada vez mais área verde para contruir ou alargar suas avenidas? E o pior, não investe num sistema de captação de águas pluviais decente e chove pacas lá. Hum... alguém consegue perceber a semelhança com São Paulo?
Bom, há uma outra semelhança (ou não) com São Paulo, o uso de carros de passeio como o único meio de transporte. De início, parece algo bom. Afinal, Brasília ainda não tem aqueles engarrafamentos de 3 horas ou os estacionamentos de 10 reais a hora. Ainda, mas logo vai ter. O que chamou a minha atenção foi uma manifestação ridícula que alguns idiotas de Brasília tentaram fazer contra o aumento da gasolina. Tudo bem que forçar os postos a emitir nota é algo que todo mundo deveria fazer sempre. Mas a situação não vai melhorar se a gasolina não aumentar. É só uma questão de tempo para o governo e os usineiros, petroleiros e outros eiros arrumarem um pretexto para subir o preço do combustível.
O que eu acho errado é combater o aumento do combustível achando que essa é o único problema. Quando você chegar no trabalho, seu carro não vai encolher e você não terá como colocá-lo na bolsa. O que vai fazer? Bom, o jeitinho que a gente acha é parar em cima da calçada, fila dupla, tripla, dar a chave para o guardador de carros e depois quando a polícia multa pq ninguém consegue passar, você fica puto e pensa "mas não tem onde parar o carro". Bom, se você pagar um estacionamento, tem como estacionar. Ah, não, mas é muito caro! Acho esse pensamento um pouco egoísta. É como dizer, eu tenho mais direitos do que quem tenta passar, do que aquele que espera a ambulância que está presa no engarrafamento que você causou por causa do seu carro.
A questão é, o brasiliense prefere fazer um esforço descomunal para conseguir comprar um carro e pagar todos os impostos que se estivessem sendo bem utilizados, deveriam oferecer uma alternativa mais barata, ou mais prática, para ele se locomover. Acho que no lugar de protestar abastecendo o carro com 50 centavos e exigindo nota, as pessoas deveriam se unir, como se unem na corrida da cerveja, e tentar ir ao trabalho de transporte público. Muitas vezes é impossível, mas nesse caso, uma comoção popular poderia exigir uma melhora e ampliamento das linhas. Ou quem sabe até plantar árvores perto das calçadas para melhorar as condições de caminhada, ciclovias por toda cidade. Mas qual é a primeira coisa que as pessoas pensam? Tornar mais barato o uso do carro.
Isso não deve e não vai acontecer porque o carro acaba exigindo muito mais dinheiro e manutenção do que todas as outras alternativas. Demanda muita infra-instrutura, espaço ocioso em estacionamentos e coisas afins. Isso é o que eu chamo de "pensando do lado errado".
Porque eu digo isso? O que vc espera de uma cidade que mal tem calçadas, mas a cada dia que passa destroe cada vez mais área verde para contruir ou alargar suas avenidas? E o pior, não investe num sistema de captação de águas pluviais decente e chove pacas lá. Hum... alguém consegue perceber a semelhança com São Paulo?
Bom, há uma outra semelhança (ou não) com São Paulo, o uso de carros de passeio como o único meio de transporte. De início, parece algo bom. Afinal, Brasília ainda não tem aqueles engarrafamentos de 3 horas ou os estacionamentos de 10 reais a hora. Ainda, mas logo vai ter. O que chamou a minha atenção foi uma manifestação ridícula que alguns idiotas de Brasília tentaram fazer contra o aumento da gasolina. Tudo bem que forçar os postos a emitir nota é algo que todo mundo deveria fazer sempre. Mas a situação não vai melhorar se a gasolina não aumentar. É só uma questão de tempo para o governo e os usineiros, petroleiros e outros eiros arrumarem um pretexto para subir o preço do combustível.
O que eu acho errado é combater o aumento do combustível achando que essa é o único problema. Quando você chegar no trabalho, seu carro não vai encolher e você não terá como colocá-lo na bolsa. O que vai fazer? Bom, o jeitinho que a gente acha é parar em cima da calçada, fila dupla, tripla, dar a chave para o guardador de carros e depois quando a polícia multa pq ninguém consegue passar, você fica puto e pensa "mas não tem onde parar o carro". Bom, se você pagar um estacionamento, tem como estacionar. Ah, não, mas é muito caro! Acho esse pensamento um pouco egoísta. É como dizer, eu tenho mais direitos do que quem tenta passar, do que aquele que espera a ambulância que está presa no engarrafamento que você causou por causa do seu carro.
A questão é, o brasiliense prefere fazer um esforço descomunal para conseguir comprar um carro e pagar todos os impostos que se estivessem sendo bem utilizados, deveriam oferecer uma alternativa mais barata, ou mais prática, para ele se locomover. Acho que no lugar de protestar abastecendo o carro com 50 centavos e exigindo nota, as pessoas deveriam se unir, como se unem na corrida da cerveja, e tentar ir ao trabalho de transporte público. Muitas vezes é impossível, mas nesse caso, uma comoção popular poderia exigir uma melhora e ampliamento das linhas. Ou quem sabe até plantar árvores perto das calçadas para melhorar as condições de caminhada, ciclovias por toda cidade. Mas qual é a primeira coisa que as pessoas pensam? Tornar mais barato o uso do carro.
Isso não deve e não vai acontecer porque o carro acaba exigindo muito mais dinheiro e manutenção do que todas as outras alternativas. Demanda muita infra-instrutura, espaço ocioso em estacionamentos e coisas afins. Isso é o que eu chamo de "pensando do lado errado".
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Dando murro no molhado, chovendo em ponta de faca
Existem pessoas que são intransigentes ao extremo. Nem o melhor retórioco do universo é capaz de convencê-las. Isso porque assim que começam um diálogo essas pessoas já tem em mente tudo o que irão falar. Sendo assim, elas não te ouvem pois correm o risco de esquecer aquilo que tem em mente. Esse comportamento pode ser fruto de uma capacidade de raciocínio meio lenta, algo que pode prejudicar o desempenho em um debate ou discussão. É compreensível, mas nem por isso aceitável, afinal, falar sem ouvir é perder a discussão sem nem mesmo começar. Dar bom dia a cavalo e achar que está na câmara dos Lordes.
Enfim, outro motivo para esse comportamento, muito comum também em adolescentes, é uma maneira de ver o mundo centrada apenas na própria perspectiva. Algo como "se eu penso isso, isso está certo, logo é isso e pronto!". Essa linha de raciocínio se estende por todo o debate, muitas vezes mudando de ordem. A pessoa pode dizer que está certo porque ela pensa assim e se ela pensa isso isso é o certo e etc. O desafio é então dizer pra pessoa que por mais que ela nunca entenda que está errada, ela está errada e pronto. Mas tal coisa é impossível, pois isso é seguir a mesma linha de raciocínio ou uma semelhante a dela. O melhor seria então parar de falar com essa pessoa, afinal, pessoas assim são extremamente irritantes, pedantes e incômodas. Não acrescentam nada e ainda nos fazem perder tempo.
Infelizmente, vez ou outra na vida somos desafiados com a difícil tarefa de conversar com tipos assim. Eu confesso que evito ao máximo, mas como muitas pessoas do meu convívio familiar apresentam esse comportamento, vou dar algumas dicas que poderão ajudar. Vou chamá-las de soluções, afinal, ter que conversar com alguém assim é um problema:
Solução número 1: fale algo do que a pessoa não quer ouvir a respeito do assunto mas da qual ela não pode se esquivar, de preferência em público, como se não fosse uma alfinetada. A falha desse método é que ele rende apenas algumas frases e não inicia o diálogo, mas deixa você com a feliz sensação de Pilatos: "eu tentei falar, ela não quis me ouvir, agora eu lavo minhas mãos". Contudo, tendo em vista que pessoas assim são extremamente egoístas, são capazes de matar Jesus e colocarem a culpa em você, pois podem entender que você deveria ter alertado da forma que ELAS queriam. Logo, a culpa é sua, afinal, elas sempre agem de má-fé.
Solução número 2 (essa serve apenas para aqueles que não se condoem em manipular os outros, infelizmente não é o meu caso): Pessoas egoístas são extremamente vaidosas, afinal, o mundo gira em torno delas, elas só podem mesmo ser o máximo. Elogie-a naquilo de que ela mais se orgulha. Saber isso é muito fácil, qualquer conversa de 10 minutos com alguém assim vc pode descobrir isso, pois essas pessoas só falam de si mesmas e dos outros em relação a elas. Depois de elogios (vc deve ser sutil, a pessoa é egoísta e não burra) bem dados no calcanhar de Aquiles o inimigo está pronto para ter implantada a idéia que deseja. Ah, mas cuidado, para uma maior eficácia, dilua a idéia em meio aos elogios, desse modo a autoria nunca pesará sobre vc e consequentemente nenhuma acusação absurda.
Solução n°3: CORRA!
Solução n°4 (no caso da 3 ser impossível): Retire essa pessoa do seu hall de importância e convivência. Tenha apenas conversas superficiais com ela. Acredite, ela não tem nada a acrescentar. Não leve o que ela pensa em consideração e não perca seu tempo tentando alertá-la, aconselhá-la. Não fale de vc para ela, do que sente e do que pensa, ela interpretará como uma agressão pessoal, afinal, vc não está falando dela.
Enfim, outro motivo para esse comportamento, muito comum também em adolescentes, é uma maneira de ver o mundo centrada apenas na própria perspectiva. Algo como "se eu penso isso, isso está certo, logo é isso e pronto!". Essa linha de raciocínio se estende por todo o debate, muitas vezes mudando de ordem. A pessoa pode dizer que está certo porque ela pensa assim e se ela pensa isso isso é o certo e etc. O desafio é então dizer pra pessoa que por mais que ela nunca entenda que está errada, ela está errada e pronto. Mas tal coisa é impossível, pois isso é seguir a mesma linha de raciocínio ou uma semelhante a dela. O melhor seria então parar de falar com essa pessoa, afinal, pessoas assim são extremamente irritantes, pedantes e incômodas. Não acrescentam nada e ainda nos fazem perder tempo.
Infelizmente, vez ou outra na vida somos desafiados com a difícil tarefa de conversar com tipos assim. Eu confesso que evito ao máximo, mas como muitas pessoas do meu convívio familiar apresentam esse comportamento, vou dar algumas dicas que poderão ajudar. Vou chamá-las de soluções, afinal, ter que conversar com alguém assim é um problema:
Solução número 1: fale algo do que a pessoa não quer ouvir a respeito do assunto mas da qual ela não pode se esquivar, de preferência em público, como se não fosse uma alfinetada. A falha desse método é que ele rende apenas algumas frases e não inicia o diálogo, mas deixa você com a feliz sensação de Pilatos: "eu tentei falar, ela não quis me ouvir, agora eu lavo minhas mãos". Contudo, tendo em vista que pessoas assim são extremamente egoístas, são capazes de matar Jesus e colocarem a culpa em você, pois podem entender que você deveria ter alertado da forma que ELAS queriam. Logo, a culpa é sua, afinal, elas sempre agem de má-fé.
Solução número 2 (essa serve apenas para aqueles que não se condoem em manipular os outros, infelizmente não é o meu caso): Pessoas egoístas são extremamente vaidosas, afinal, o mundo gira em torno delas, elas só podem mesmo ser o máximo. Elogie-a naquilo de que ela mais se orgulha. Saber isso é muito fácil, qualquer conversa de 10 minutos com alguém assim vc pode descobrir isso, pois essas pessoas só falam de si mesmas e dos outros em relação a elas. Depois de elogios (vc deve ser sutil, a pessoa é egoísta e não burra) bem dados no calcanhar de Aquiles o inimigo está pronto para ter implantada a idéia que deseja. Ah, mas cuidado, para uma maior eficácia, dilua a idéia em meio aos elogios, desse modo a autoria nunca pesará sobre vc e consequentemente nenhuma acusação absurda.
Solução n°3: CORRA!
Solução n°4 (no caso da 3 ser impossível): Retire essa pessoa do seu hall de importância e convivência. Tenha apenas conversas superficiais com ela. Acredite, ela não tem nada a acrescentar. Não leve o que ela pensa em consideração e não perca seu tempo tentando alertá-la, aconselhá-la. Não fale de vc para ela, do que sente e do que pensa, ela interpretará como uma agressão pessoal, afinal, vc não está falando dela.
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