quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dia 3

A inspiração já começou a falhar, mas vou tentar.

Comentei no blog da Iara sobre um vídeo que eu assisti no jornal. Era um flagrante de violência no meio da rua. O marido bate na esposa e arrasta ela pelos cabelos. Eu não achei a agressão inteira, que é bem mais longa, mas vale a pena dar uma conferida. O video também está sem som, mas no final, quando entrevistada, a vítima diz que apanha porque o marido é muito ciumento. Que não é a primeira vez, mas ela esta com ele porque gosta muito dele.





O que eu queria dizer para as mulheres que denunciem. Que se separem. Saiam de perto. Eu sei que é difícil, mas pensem em vocês mesmas. Essa coisa de não se separar por causa dos filhos é a pior coisa que vc pode fazer por sua família. Viver no inferno da violência doméstica não é bom pra ninguém, muito menos para os seus filhos.

Tem também o vídeo da Luana Piovani falando sobre a agressão que sofreu. Acho que vale a pena ver. A parte que ela fala do estupro começa no minuto 5:50



Quer dizer, se ela que é famosa, rica, tem uma família estruturada sofre uma agressão, isso deixa claro que todas nós podemos passar por isso. O pior do que a vergonha de sofrer uma agressão é ser humilhada e ter sua dignidade questionada pela justiça. Denunciar também é muito difícil, mas não podemos deixar de fazê-lo.

2 comentários:

Iara disse...

Eu queria escrever sobre isso, mas tô meio sem tempo, então se não sair o post, pelo menos divido isso com você. Eu acredito que um dos pilares que sustenta a violência contra a mulher é o baixo status que a mulher "sozinha" tem na nossa sociedade. Podem dizer que o mundo mudou, que não é mais assim, mas eu fiquei muito tempo sozinha antes de conhecer meu marido e era muito cobrada, às vezes de maneira ofensiva, e em situações em que ficava difícil responder (como no trabalho, por exemplo). Então, eu entendo que muitas mulheres permanecem ao lado de companheiros agressores porque não querem ficar sozinhas. Aceitam humilhações por conta do ruim com ele, pior sem ele. Daí, gente machista diz que "olha lá a sem-vergonha, não consegue ficar sem macho". Claro, mulheres também gostam de sexo. Mas muitas querem o lugar que ser mulher do fulano dá. E não interessa se o fulano é um médico ou um pedreiro. É preciso estar com alguém até pra ser respeitada por outros homens - porque muitos deles não nos respeitam pelo o que a gente é, respeitam porque devem respeito ao nosso marido ou pai.
Lógico que essa não é a situação da Luana, mas eu fico realmente tocada quando ela fala sobre a humilhação de se expôr socialmente como vítima de agressão.

Drixz disse...

Eu acho esse um tema muito complicado. Já li deversas coisas sobre ele. Cada uma com um ponto de vista diferente. Claro, eu acho que tem esse lance da mulher ser mal vista na sociedade quando está sozinha. Outro problema, por exemplo, é que em algumas instâncias sociais, nós simplesmente não somos ouvidas. Temos que colocar um homem para falar por nós (como eu qnd tentei resolver o inventário do meu pai). Ser sozinha nesses casos é muito difícil. Mas eu também acho que em muitos casos existe uma forte co-dependência. Não sei se posso dizer que é aquilo que a Luana diz que fez pq gostava dele.

Mas quero ver o seu post, hein, Iara. :)