segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fases

Eu gosto quando começa a esfriar e parar de chover em Brasília. Sou muito friorenta, mas acho tão gostoso entrar debaixo das cobertas quentinhas quando se está com frio. Além disso o frio seco me faz tão bem. Sou uma pessoa com pressão baixa, e por isso funciono melhor no frio. Prova disso é que só essa semana escrevi um conto, pintei um quadro, fiz um poema, li 2 livros e ainda aprendi a fazer ratatouille. Tudo bem que a falta do Marcos contribue para que eu tente fazer um milhão de coisas para não sentir saudade.

Se bem que eu não sei se estou sofrendo de um surto criativo ou um ataque de ansiedade. Tudo o que TENHO que fazer anda parado. Eu estou há 3 dias tentando terminar o fichamento de um livro, mas o tema me aborrece. É um dedo na ferida. Fiquei triste quando li que até mulheres que tentam fugir do padrão acabam tendo filhos para diminuir as cobranças da sociedade. Fora que eu fico analisando minha relação com a minha mãe e a dela com a minha avó. Segundo a autora a mulher é sempre uma tríade Avó-mãe-filha. A mãe odeia a avó e tenta consertar na filha, mas é uma bagunça pq quando a vilha vira a mãe a mãe vira a avó e aí todo mundo se ama e se odeia e fica chata e legal... Ah!!!

No fundo estou sublimando o medo de me descobrir igual a minha mãe, afinal, uma coisa não tem como negar - somos mulheres.

Um comentário:

luci disse...

meu medo - pavor, panico - eh de ser igual ao meu pai. mas dai todo mundo ja disse que a gente eh igual, entao... com ou sem filho, tou fudida.