Nunca é fácil tomar decisões na vida. Entre pedir peixe ou carne ou decidir o futuro estamos sempre expostos a riscos e consequencias. Mas o risco de pedir carne no lugar do peixe é apenas uma ponta de dúvida de que o peixe poderia estar melhor. Mas existem decisões que podem fazer vc ficar parado no mesmo lugar.
Uma vez, quando era criança, no dia seguinte ao meu aniversário, perguntei para minha mãe quantos dias faltavam para o meu próximo aniversário. Eu não sabia contar e "um ano", para mim, não era resposta. Minha mãe teve que fazer contagem regressiva por pelo menos uns três meses até eu me cansar. Eu simplesmente não conseguia relaxar e esperar o dia em que minha mãe dissesse algo mais palpável como "amanhã é seu aniversário". Tudo bem que eu devia ter 3 ou 4 anos, mas na vida adulta, as vezes não é muito fácil esperar por algo que é bem mais incerto do que o seu aniversário (que certamente vai ocorrer uma vez a cada ano).
Por mais que eu saiba que não é hora de pensar nisso, não consigo parar de me perguntar como será minha vida ao voltar para o Brasil. Não tenho certeza se quero fazer um doutorado, muito menos qual temo e qual área. Não sei também se vou ficar em Brasília por muito tempo ou se vou continuar dando aula de francês. Mas ao mesmo tempo não consigo me animar para escrever meus artigos do mestrado ou procurar um contato para o doutorado por aqui. Eu andei pensando porque tenho agido assim, e acho que cheguei a conclusão: acho que ainda não estou pronta para tomar uma decisão. Infelizmente, pois também não consigo parar de me pressionar para decidir algo. Estou em cima do muro. E a única coisa que eu sei, é que quero meu canto e o meu amor do meu lado.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Varför är du i Sverige?
Anteontem tive minha primeira aula de sueco. Bom, o curso se chamava Swedish for beginners, mas eu acho que eu era a única iniciante completa na sala. O fato de vc morar aqui não necessariamente te obriga a falar o idioma. Todo mundo fala um inglês, nem que seja marrom. Mas é claro que eu só falo isso pq até agora não precisei falar sueco. Ia facilitar na hora de pegar um trem, por exemplo, mas dá pra se virar com o inglês de todo modo.
Mas voltando ao assunto do título do post, quase toda a primeira aula de línguas é a mesma coisa. "De onde vc vem, onde mora, que línguas fala..." Mas a perguntinha do início do texto eu não soube responder. "O que vc veio fazer aqui na Suécia?". Eu sei a resposta, mas fiquei com uma pontinha de vergonha de dizer e a professora não me ajudou no vocabulário. Vim acompanhar meu marido. De verdade, eu não fui para aprender sueco, mas acabei falando isso. Porque eu fiquei com vergonha de dizer? Talvez porque a maioria das mulheres que "dá um tempo na carreira" por causa do marido, acaba engravidando e não volta nunca mais ao mercado profissional.
Daí cabe pensar: é esse o meu caso? Não, definitivamente não. Eu não tinha nada em vista em Brasília, tinha acabado de terminar meu mestrado e não tenho idéia do que fazer (ou se fazer) no doutorado. Portanto, acho que vim pra cá, além de acompanhar meu marido, para me encontrar. Tudo bem que esse não é o tipo de lugar que as pessoas costumam escolher para repensar a própria vida, mas como eu não tenho nenhuma obrigação formal, posso pensar com calma no que fazer quando voltar.
(Mas será que não é isso que todas nós pensamos antes de virarmos esposa/dona de casa?)
Mas voltando ao assunto do título do post, quase toda a primeira aula de línguas é a mesma coisa. "De onde vc vem, onde mora, que línguas fala..." Mas a perguntinha do início do texto eu não soube responder. "O que vc veio fazer aqui na Suécia?". Eu sei a resposta, mas fiquei com uma pontinha de vergonha de dizer e a professora não me ajudou no vocabulário. Vim acompanhar meu marido. De verdade, eu não fui para aprender sueco, mas acabei falando isso. Porque eu fiquei com vergonha de dizer? Talvez porque a maioria das mulheres que "dá um tempo na carreira" por causa do marido, acaba engravidando e não volta nunca mais ao mercado profissional.
Daí cabe pensar: é esse o meu caso? Não, definitivamente não. Eu não tinha nada em vista em Brasília, tinha acabado de terminar meu mestrado e não tenho idéia do que fazer (ou se fazer) no doutorado. Portanto, acho que vim pra cá, além de acompanhar meu marido, para me encontrar. Tudo bem que esse não é o tipo de lugar que as pessoas costumam escolher para repensar a própria vida, mas como eu não tenho nenhuma obrigação formal, posso pensar com calma no que fazer quando voltar.
(Mas será que não é isso que todas nós pensamos antes de virarmos esposa/dona de casa?)
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Fala, MESTRE!
Uhul!!!! Finalmente!!! Depois de dois anos de muito trabalho, muito cansaço e muita ralação, eu finalmente terminei meu mestrado. Adorei a banca da minha defesa e já descobri que minha dissertação vai auxiliar dois trabalhos da psicologia. Não é o máximo?
Depois do resultado positivo penso mais seriamente agora no doutorado. Mas o duro é decidir se continuo na Literatura ou vou para Psicologia. Defini pelo menos uma coisa: da Maternidade (como tema) não abro mão. hehehe Mas eu vou ter muito tempo para decidir. Vou tirar um ano de férias. Aprender inglês, sueco... Oui, c'est la vie!
Bom, pessoal, vou dar mais uma descansada, afinal, esses dois anos quase acabaram comigo... Amanhã voltamos as blogagens interessates.
Depois do resultado positivo penso mais seriamente agora no doutorado. Mas o duro é decidir se continuo na Literatura ou vou para Psicologia. Defini pelo menos uma coisa: da Maternidade (como tema) não abro mão. hehehe Mas eu vou ter muito tempo para decidir. Vou tirar um ano de férias. Aprender inglês, sueco... Oui, c'est la vie!
Bom, pessoal, vou dar mais uma descansada, afinal, esses dois anos quase acabaram comigo... Amanhã voltamos as blogagens interessates.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ai meu deus, eu vou casar!
Ah, eu vou casar! Logo eu que fui sempre a mais sem graça das minhas primas. A mais tímida da sala. A mais muleca da minha rua. A mais tosca, desbocada e gorda das meninas da minha adolescência. Nem eu acreditava que ia casar. Fui durante muitos anos "a solteira" das minhas amigas. Odiada pelos namorados delas. A minha mãe suspeitava da minha sexualidade pois estava sempre só. Eu me achava uma pessoa incapaz dessas coisas.
O amor só dava errado comigo. Sempre acabava gostando de quem não gostava de mim. Ou quando era correspondida o cara não prestava. Não conseguia levar meus relacionamentos adiante. Eu era uma ostra. Era tão difícil me abrir que optei pela solidão. E não é que quando estava me resignando com minha condição, quando o meu objetivo de vida passou a ser ter um lugar onde coubesse um cachorro e um gato pra me fazerem companhia, eu tropecei nele?
Completamente diferente de todos os homens que já conheci. Ele é lindo, educado, cozinha pra mim, arruma a casa, é inteligente... Só não falo mais pra não deixar vcs com inveja. E depois de 2 anos morando juntos vamos assinar os papéis. Eu sinto uma excitação enorme misturada com um friozinho na barriga. Afinal, eu ainda sou a mulher da relação.
Será que a minha vida vai mudar depois de virar uma pessoa oficialmente casada? Ou isso é coisa da minha cabeça? Sei que vai parecer paranóico, mas ser casado é tão tradicional. Será que eu entrei no pacotinho? Eu sempre achei a gente um casal tão cool. Será que vamos continuar? Bom, se o test drive é suficiente para testar a eficácia do produto, tudo indica que seremos muito felizes. Mas só tem um jeito de descobrir como são as coisas pós-casamento...
O amor só dava errado comigo. Sempre acabava gostando de quem não gostava de mim. Ou quando era correspondida o cara não prestava. Não conseguia levar meus relacionamentos adiante. Eu era uma ostra. Era tão difícil me abrir que optei pela solidão. E não é que quando estava me resignando com minha condição, quando o meu objetivo de vida passou a ser ter um lugar onde coubesse um cachorro e um gato pra me fazerem companhia, eu tropecei nele?
Completamente diferente de todos os homens que já conheci. Ele é lindo, educado, cozinha pra mim, arruma a casa, é inteligente... Só não falo mais pra não deixar vcs com inveja. E depois de 2 anos morando juntos vamos assinar os papéis. Eu sinto uma excitação enorme misturada com um friozinho na barriga. Afinal, eu ainda sou a mulher da relação.
Será que a minha vida vai mudar depois de virar uma pessoa oficialmente casada? Ou isso é coisa da minha cabeça? Sei que vai parecer paranóico, mas ser casado é tão tradicional. Será que eu entrei no pacotinho? Eu sempre achei a gente um casal tão cool. Será que vamos continuar? Bom, se o test drive é suficiente para testar a eficácia do produto, tudo indica que seremos muito felizes. Mas só tem um jeito de descobrir como são as coisas pós-casamento...
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