"A-do-ro" Natal.
Não tem pior data no ano. Uma comemoração que ninguém lembra mais o porque e inventamos um monte de desculpas esfarrapadas para explicá-la. "Data para ficar perto de quem ama"; "Presentear aqueles que ama"; "Família e amigos"; "Data de amor e esperança"... e blá blá blá.
Resumindo essas coisas encontramos que a grosso modo o natal é uma data para amar aqueles de quem se gosta. Ora, para isso não é preciso uma data específica, mas enfim, não vamos filosofar demais porque ninguém quer ouvir a verdade mesmo, sobretudo no natal. Mas enfim, de todas as desculpas que se pode inventar para o natal, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo é a pior delas. Como comemorar o nascimento do profeta cumprindo uma dezena de convenções sociais extressantes e despropositadas?
Vamos celebrar o nascimento do cara mais hippie da História nos empanturrando de comidas caras e importadas, trocando presentes que na minha família, é melhor esquecer a etiqueta pregada, pois o tamanho do amor é proporcional ao valor do presente. Sei que vai ter muita gente dizendo que não é bem assim, que nem todo mundo liga pra isso e mais blá blá blá. Mas o que estaremos mesmo fazendo na véspera de Natal se não celebrando o consumo?
Vestindo uma roupa de domingo para ficar na casa de alguém que, normalmente temos intimidade. Vamos quase comer à francesa e desperdiçar uma tonelada de comida. Muitas vezes temos um trabalhão para nos encontrarmos na casa de determinada pessoa e no lugar de uma boa conversa alguém vai ligar a TV na rede Bobo e você vai ter que assistir o Natal da Xuxa ou do Sherek porque ninguém consegue acalmar as crianças a não ser a babá eletrônica.
E para abrilhantar o quadro, vai ter um monte de mulher enlouquecida tendo que cuidar de arrumar a casa e as crianças para a ocasião, cozinhar uma tonelada de comida, organizar amigo oculto e tudo o mais, ficar cinco horas monitorando o cozimento do peru, tentando fazer a social entre a sala e uma cozinha (que vai estar quente pois tem um peru no forno e provavelmente vai fazê-la suar em bicas pois maquiagem não combina com trabalho braçal) e ainda vão ter que aguentar um monte de homem enchendo a cara e reclamando em público que a mulher sempre fica emburrada no Natal e ele não consegue entender o porque, já que ela fez tanta questão de passar o Natal na casa da mãe.
Eu vou, provavelmente ter que passar meu Natal em família tentando me desviar de assuntos polêmicos, nos quais, normalmente, ninguém concorda comigo e exatamente por isso todos vão querer a minha opinião. P. da vida porque o único homem da festa a se oferecer para ajudar vai ser o meu marido e que se assim o fizer vai automaticamente se excluir do clube do bolinha. Meu dia vai ficar mais desconfortável ainda quando começar a troca de presentes e eu tiver que relembrar a todos que já que eu estou desempregada, não vi motivos para gastar os tubos com presentes de Natal. A minha mãe vai "tentar" contornar a situação dizendo que ela, na sua infinita bondade, se ofereceu para pagar os presentes para mim sem se tocar que, sendo presentes de natal algo muito supérfluo, eu preferiria recorrer à bondade alheia em algo que fosse realmente necessário.
É, eu realmente odeio o natal.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Tudo não passa de... sei lá
Eu tenho tanta coisa pra contar, mas acho que não sei por onde começar. Morrendo de saudade de voltar à blogsfera, eu decidi começar o ano com uma atitude nova. Não vou reclamar de nada. De onde veio isso? Nem eu sei ao certo, mas para tentar descobrir vou contar um causo de natal.
Gente, eu odeio o natal. Basta olhar qq post de dezembro desse blog para descobrir o q eu penso a respeito desse feirado. Bom, esse ano eu passei o natal em Gramado. Eu em GRAMADO!!! Pensei q ia morrer na cidade do papai noel que usava de roupa de veludo vermelho com 27 graus à sombra. Mas aconteceu algo surreal comigo. Em minha defesa, devo dizer que não fui à Gramado para curtir o Natal. Fui para lá fazer uma visita a uma tia do Marcos de quem eu gosto muito e que infelizmente ficou viúva a pouco tempo. O motivo não era bom, mas como era Natal, a família toda foi com o intuíto de fazê-la esquecer a fatalidade e se divertir um pouco. Até os netos ingleses dela compareceram.
O fato é que eu já estava preparada para aqueles natais em família onde as pessoas choram de estresse e decidem colocar suas questões em dia. No caminho para o aeroporto, meu sogro reclamava dos pacientes que se esquecem que o Natal é feriado e sempre surtam nessa época. Ele é psiquiatra. Com essa era mais uma para "elevar" o meu ânimo natalino. Chegando lá a cidade era um brinco só. Tudo enfeitado para o Natal, tinha até neve falsa (pena que não conseguiram alterar as estações - lá era mesmo verão). O Natal tinha tudo para ser como sempre foi na companhia da minha família - algo tão cheio de espectativas e pressões que só pode mesmo agradar crianças muito pequenas que não sabem diferenciar a embalagem do presente.
Mas que surpresa a minha de conhecer pessoas tão especiais. Meu natal foi sem estresse, incrível! Mesmo passando mal por causa da viagem tudo foi bem melhor do que esperava. Não tinha ninguém triste, deprimido, lavando roupa suja. No dia 24 não teve nem ceia. Cada um pegou seu presente, entregou os seus, comentou das coisas, se divertiu, bebeu vinho... Comemos dia 25 no mesmo clima. Ninguém reclamava pq não estávamos com roupa de festa. Desconfio que a minoria ali era católica. As pessoas queriam mesmo conversar, ficarem mais próximas, rir.
Então, pessoas, chego a conclusão que o Natal é um daquelas coisas que não são sempre o que parece - um feriado religioso. Ele pode ser apenas uma comilança desenfreada e uma troca amistosa de presentes.
Gente, eu odeio o natal. Basta olhar qq post de dezembro desse blog para descobrir o q eu penso a respeito desse feirado. Bom, esse ano eu passei o natal em Gramado. Eu em GRAMADO!!! Pensei q ia morrer na cidade do papai noel que usava de roupa de veludo vermelho com 27 graus à sombra. Mas aconteceu algo surreal comigo. Em minha defesa, devo dizer que não fui à Gramado para curtir o Natal. Fui para lá fazer uma visita a uma tia do Marcos de quem eu gosto muito e que infelizmente ficou viúva a pouco tempo. O motivo não era bom, mas como era Natal, a família toda foi com o intuíto de fazê-la esquecer a fatalidade e se divertir um pouco. Até os netos ingleses dela compareceram.
O fato é que eu já estava preparada para aqueles natais em família onde as pessoas choram de estresse e decidem colocar suas questões em dia. No caminho para o aeroporto, meu sogro reclamava dos pacientes que se esquecem que o Natal é feriado e sempre surtam nessa época. Ele é psiquiatra. Com essa era mais uma para "elevar" o meu ânimo natalino. Chegando lá a cidade era um brinco só. Tudo enfeitado para o Natal, tinha até neve falsa (pena que não conseguiram alterar as estações - lá era mesmo verão). O Natal tinha tudo para ser como sempre foi na companhia da minha família - algo tão cheio de espectativas e pressões que só pode mesmo agradar crianças muito pequenas que não sabem diferenciar a embalagem do presente.
Mas que surpresa a minha de conhecer pessoas tão especiais. Meu natal foi sem estresse, incrível! Mesmo passando mal por causa da viagem tudo foi bem melhor do que esperava. Não tinha ninguém triste, deprimido, lavando roupa suja. No dia 24 não teve nem ceia. Cada um pegou seu presente, entregou os seus, comentou das coisas, se divertiu, bebeu vinho... Comemos dia 25 no mesmo clima. Ninguém reclamava pq não estávamos com roupa de festa. Desconfio que a minoria ali era católica. As pessoas queriam mesmo conversar, ficarem mais próximas, rir.
Então, pessoas, chego a conclusão que o Natal é um daquelas coisas que não são sempre o que parece - um feriado religioso. Ele pode ser apenas uma comilança desenfreada e uma troca amistosa de presentes.
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