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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A minha vida moderna

Nem líquida, nem globalizada, a minha modernidade tá meio parada. No que diz respeito à tecnologia, a informação chega a mim com um certo atraso. Nada dos super updates praticamente instantâneos dos quais falam Bauman e outros, eu estou na lista dos "praticamente" que nunca chegam de fato aos finalmente "up to date".

Minha internet praticamente funciona, tirando de 18:30 às 21:00hs. Mas tudo bem, eu nem preciso dela, afinal, fico o dia inteiro conectada... Menos no meu celular. Não tenho 3G lá, portanto, se eu tiver off-line desconfie que eu provavelmente saí de casa, tá. Mas não posso checar-in nenhum lugar, pois meu gps não consegue se achar, ficou pra sempre desorientado quando eu deixei a Dinamarca.

Sincronizar o aparelho? Não sei, fico com medo dele se sentir violado. Afinal, pode um SonyEricson sincronizar com um Mac? E se no final ele decidir se chamar Marcos (até hoje o nome do meu computador pessoal)? O que eu como, não interessa, afinal, não tenho Instagram. Dizem que isso é um tal de aplicativo, mas se aplica a quê mesmo?

Incompatibilidade? Isso ainda existe? Sei que hoje parece incompatível usar o telefone para falar, afinal, para quê palavras se se pode sempre falar pelo Wasapp? Reforma ortográfica? Não sei, fiquei com preguiça de atualizar, eu não, o meu Office, que é o único que realmente vai usar a nova ortografia.

Tem mais alguma coisa que eu esqueci de falar? Twitter? Ainda se usa isso? O meu tá meio parado lá. Tô esperando a moda passar, afinal, nunca gostei de usar.

No fim, pra mim a modernidade é um monte de gagets que eu não sei usar. Smartphones para "damie" users. Vai por mim, sempre vai ter alguma coisa que vc não domina.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desigualdade social, um problema bem atual.

Ontem estava quase à toa em casa... Na verdade tinha um monte de coisas para fazer, mas não consegui despregar meus olhos da TV durante o programa "How the Other Half Life", do canal 4 inglês, que passou no canal 4 sueco ontem. A idéia do programa parece estranha, mas de fato ele é muito bem executado. Uma família rica patrocina uma família pobre durante um tempo e troca correspondências com ela. Num determinado ponto do patrocínio, eles se conhecem pessoalmente, uma família visita a outra em sua própria casa. Durante esse processo acontecem muitas filmagens na casa de ambas.

As famílias ricas justificam o patrocínio na maioria das vezes dizendo que tem sorte e que gostariam de ajudar alguém a ter uma vida melhor. Além disso, querem que os filhos tenham consciência do qual bem aventurados eles são. No caso das pobres, o que aparece e como eles fazem para sobreviver dia a dia, os maiores medos e previsões para o futuro.

O episódio que assisti, o primeiro da segunda temporada, não está disponível ainda na internet, mas vou coloquei o primeiro da série para vcs terem uma idéia. Vou tentar fazer um resumo para vcs e depois faço minhas observações. Acho que no final acabou sendo um efeito contrário ao que programa esperava, não fosse pelo fato da mãe da menina ter de fato arrumado um emprego por causa do programa. No início, a família rica recebeu uma filmagem com Iris apresentando sua casa e sua mãe. A menina doce e alegre mostra seu brinquedo favorito, que custou 5 pences, e que ela ama e o quarto onde dorme. A menina mostra tudo muito feliz e orgulhosa pois antes ela e a mãe viviam num trailler. Ela diz que a única coisa chata na vida dela é que a mãe não tem dinheiro e por isso trabalha muito e fica muito cansada e que nem todos os brinquedos custam 5 pences. Mas o fato é que ela só tem noção do quanto é pobre e do quão é ruim ser pobre depois que visita a casa da família rica.

Em um certo ponto do programa o pai da família rica tenta ajudar a mãe da garotinha a arrumar um emprego, afinal, ela não precisa ser patrocinada a vida toda, pois é uma mulher estudada, tem mestrado com honras em direito. Mas na Inglaterra, para exercer a profissão, um advogado precisa primeiro de ter um prática jurídica e essa parte eu não entendi muito bem como funciona. O que deu para entender é que a pessoa meio que tem que ser convidada (ou aceita) para a prática, e que na prática, só os filhos de famílias ricas conseguem. E o cara, o pai da família rica, um milionário, não tem influência suficiente para conseguir que ela entre na "panelinha".

Isso me fez lembrar de um amigo meu que mora aqui na Suécia há uns 10 anos. Ele me disse uma vez que por um lado, tem vontade de voltar para o Brasil, mas por outro não sabe se ainda consegue conviver com esse abismo existente entre os ricos e os pobres. Um lugar onde os clientes nem sequer olham na cara da pessoa que lhe serve, onde o cara que trabalha numa loja está (quase sempre) muito longe de ser seu vizinho. É realmente muito triste saber que a maioria das empregadas domésticas comem no mesmo lugar que o cachorro, onde a única diferença é a mesa. O que será que estamos fazendo para diminuir essa diferença? Quantas vezes alguém ainda vai ouvir um "Você sabe com quem está falando?" e ter que ficar calado? Por quanto tempo mais o mais importante sobre alguém vai ser o que essa pessoa tem e não o que ela é?

domingo, 6 de março de 2011

Hej, Lund!

Oi, pessoal! Estou devidamente instalada na fria Suécia. Ainda não conheço toda a cidade, mas já conheço muitos lugares interessantes por aqui. Não dá para passear o dia todo porque quando está nublado faz muito frio e quando está sol, o sol não esquenta e o vento é frio.

Vou colocar as primeiras impressões. Muitos suecos falam inglês, mas existem coisas que só funcionam em sueco e vcs não tem idéia de como o sueco é pra gente uma língua estranha. Não é como o espanhol que olhando com um pouco de paciência dá pra entender. Coisas muito simples no Brasil aqui são muito complicadas, como abrir uma conta no banco ou conseguir uma internet. Em compensação, virar sócio da biblioteca pública é bem simples e vc pode pegar dvds, cds, revistas e até livros (muitos em inglês).

Outra coisa para nós brasileiros bem complicada, é o frio, mas eu não vou escrever sobre ele, pq ele é chato. Uma coisa legal por aqui é a autonomia. Essas lojas de "faça vc mesmo" tem por toda parte. É simplérrimo fazer a bainha da sua cortina. Tudo bem que o Marcos não entendeu nada do que o vendedor da loja disse, mas eu entendi e só não fiz ainda pq não tenho uma tesoura.

Eu estou numa cidade pequena na Suécia, isso quer dizer que tem várias H&M (uma loja tipo a Renner), uma apple store, várias cafeterias, kebabs, e NENHUMA LAN HOUSE!!! A minha conclusão é: Os suecos preferem tomar café do que entrar na internet. Quem pode culpá-los? Com o frio que faz aqui, vc precisaria tomar 2 cafés grandes para conseguir esquentar suas mãos a ponto de digitar.

Bom, eu ainda estou me acostumando com minha nova vida. Tenho muitas informações e dúvidas. Como as suecas conseguem usar uma meia fina fio 40 nesse frio? Mas acho melhor entender um pouco mais esse sverige way of life antes de acabar com toda a graça do blog.

Hejdå!