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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rede de mulheres

Houve um tempo em que muitos diziam não haver amizade sincera entre mulheres, que mulheres competiam umas contra as outras por tudo; as melhores roupas, pelo mesmo homem... Sim, as mulheres competem, quando não são amigas, ou quando tem que competir, como no meio de trabalho. Mas as mulheres se ajudam e eu me arrisco a dizer que acho que o fazem mais do que os homens. Quando cheguei aqui na Suécia, no meu primeiro dia de aula, um grupo de mulheres sentadas numa das mesas da cafeteria me convidaram para tomar café com elas, sem nem ao menos saber que eu era. E elas me disseram que estávamos todas aqui mais ou menos na mesma situação e que precisávamos nos ajudar.

O mesmo acontece com minhas amigas no Brasil. A vida corrida do dia a dia muitas vezes tenta nos engolir e ficamos sem tempo para os amigos ou para fazermos algo de que realmente gostamos. Então, quando alguém tem um problema, convoca as amigas e nós abrimos um horário na agenda, aparecemos de madrugada na casa de alguém, irritamos os vizinhos, vamos para o buteco na segunda, mas estamos lá quando é preciso. Uma vez eu fiquei acordada até de madrugada só para falar com elas no skype, mas a minha internet pré-paga acabou bem na hora de descobrir o que estava acontecendo com minha amiga.

Estou passando por um momento decisivo na minha carreira. Tenho menos de seis meses para decidir meu futuro profissional e ao mesmo tempo tenho que começar a produzir para ontem. Estava ficando louca, pois não dá para sentar com minhas amigas aqui na Suécia e pedir um conselho. Cada uma se formou num país diferente, numa área diferente. Então, mandei um e-mail para as blogueiras feministas (grupo do qual eu preguiçosamente faço parte), e foi surpreendente o número de respostas e bons conselhos de muita gente que está passando ou já passou pelo que eu estou passando. Daí comecei a pensar no poder das redes sociais. Lembro que quando minha amiga Lud falava, eu tentava imaginar e não conseguia.

Sempre fui meio tacanha e discrente no que diz respeito as redes sociais. Mas cada dia que passa dou mais um pedaço do meu braço a torcer. As redes sociais são um vetor forte de mudança social. Uma forma da sociedade civil se organizar. Não é à toa que o governo brasileiro sorrateiramente vem tentando cortar nossas asinhas internáuticas (mais informções aqui). Dizem até que os revoltosos libianos, egípicios e etc se organizaram via internet. A internet tem poder e se tudo der certo, cada dia vai poder mais.

Mais voltando as redes femininas, é impressionante como elas tem muito poder. Desde aquela antiga conversa de comadres à beira do fogão à lenha onde uma contava para outra "fala lá pro seu menino passar na minha cumadre Jandira e fala com o marido dela que ele arruma um trabaio pro menino". Até hoje quando eu vejo na rede uma blogueira com problemas arrajando advogada pela lista para cuidar de problemas jurídicos. Gente, isso é demais! Sim, porque mandar um e-mail para lista gera tantas respostas positivas. Eu já vi gente comprar carro por uma bagatela em outra lista que participo pq sabe, ninguém tava querendo explorar ninguém e ao mesmo tempo, vc sabe que a pessoa é de confiança, porque senão, não consegue mais fazer parte da lista.

Espero que as redes de mulheres cresçam cada vez mais e que muitas mulheres injustiçadas nesse mundo consigam fazer valer seus direitos! com uma ajudinha da internet, quem sabe? ;)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Em busca da fama

Essa palavrinha, fama, tem uma conotação extremamente negativa no meu vocabulário. Principalmente porque (coincidência ou não) sempre me lembro dos BBB's quando penso nela. O que é um BBB? Alguém que passou 3 meses, ou menos, infurnado numa puta casa, sem acrescentar nada de novo ao público a não ser suas partes íntimas e ficou famoso. Um BBB pra mim tbm é alguém que reforça algum esteriótipo. Quando pensamos em pessoas que participaram do programa é sempre assim: uma penca de mulher boazuda que só diferencia das outras pela cor do cabelo, um gay, um velho, um cowboy, uma sapatão... Tudo isso pra quê? Alcançar a fama "vazia" porque essas pessoas, em geral, não tem nada que justifique o "estrelato", assim como a maioria dos globais.

Hoje em dia, entretanto, a fama alcançou outros meios, como era de se esperar. E sobre isso eu ainda não sei exatamente o que pensar. Por exemplo, os blogueiros progressista. Muitos deles já eram famosos antes de terem seus blogues. Porém, o que mais me intriga é que como muitos deles trabalhavam com a mídia comum, não acrescentaram nada de novo ou diferente em seus blogues - continuamos, de certa forma, sendo influenciados pela "grande mídia". É certo que existem blogues famosos que representam vozes distoantes, mas eu me pergunto, aqui dentro, quais tem maior impacto?

Porque todas essas questões? Bom, tudo começou com um e-mail sobre uma fofoca que li numa lista que participo. Não lembro bem do que se tratava, e não acho que deva reproduzir uma fofoca, mas a questão que me intrigou é que dentro de um meio bem alternativo as pessoas ainda discutiam a capacidade intelectual de uma mulher apenas porque tal mulher era conhecida por ter páginas de sucesso na internet. Eu achei bem engraçado o tom de quem contou o causo. Porque por mais que a pessoa insistisse que não estava desdenhando a vítima da fofoca, não conseguiu disfarçar o tom nem por escrito. Daí eu percebi que parece não importar o meio, as hierarquias da "fama" parecem repetir a mesma formula: Você tem pessoas fomosas por sua capacidade; pessoas famosas por sua beleza; pessoas famosas porque estão na hora certa, no lugar certo e com as pessoas certas (ou porque são filhas das pessoas certas), e tem pessoas que não são famosas, dentre essas, muitas queriam ser e fazem questão de exercer "o lado ruim da fama".