Eu lembro muito de minhas reflexões adolescentes. Outro dia estava escutando Raul Seixas e lembrando o quanto as músicas dele me tocavam. O que eu mais queria era sair da aba dos meus pais, ou usar meu "sapato 37". A minha vida se resumia a técnicas para alcançar esse objetivo. Eu pensava que uma lambreta e um apê alugado seriam minha felicidade eterna. Eu tinha planos apenas para esse estágio. Agora estou reescrevendo meus sonhos. E isso leva tempo para sair da bruma dos pensamentos e tomar forma.
Hoje me dei conta que passei muito tempo no mesmo caminho, tentando apenas conquistar minha independência. Muitas vezes ouço os sonhos das minhas amigas e tento me lembrar se algum dia sonhei com algo assim. E até certo ponto fico feliz em perceber que ganhei da vida muito mais do que esperava. Por muitas razões, que não vou explicar aqui, achei que era incapaz de amar e ser amada. Sempre respondia quando me perguntavam se eu queria casar e ter filhos que apenas o faria se encontrasse a pessoa perfeita, mas caso isso não acontecesse eu seria feliz com minha vida e talvez comprasse um gato para me fazer companhia.
Não era egoísmo da minha parte, mas nunca sonhei com meu casamento ou com meus filhos. Acho que de certa forma eu tentava provar, assim como a Carie Bradshaw, que era possível ser feliz solteira. E eu fui, até meus 20 e poucos (sou péssima com datas...). Hoje sou muito feliz casada e não sei se vou seguir o script tradicional. Acho que até hoje eu não sigo. De uma certa forma eu casar foi mais do que inesperado, tanto para mim quanto para todos que me conhecem bem. Talvez fosse o contrário, todos esparassem que eu seguisse o "destino" de toda mulher... Mas o fato é que, como já diria Peter Pan, "nunca diga nunca". Afinal, eu achei que nunca fosse ser feminista, e cá estou eu.
Ninguém tem obrigação de fazer o que a sociedade ou a família espera que façamos. Não devemos perseguir sonhos que não são nossos. E hoje em dia eu acho que muita gente põe o carro na frente dos bois. Não acho que casar muito novo ou constuir família jovem demais é uma boa idéia. Se por um lado se tem juventude, por esse mesmo lado juventude significa imaturidade. E fazer as coisas na pressa não dá tempo para pensar se é isso mesmo que queremos para o nosso futuro. Quem nunca morou sozinho não tem idéia do quanto cuidar de uma casa dá trabalho.
Não acho que eu sigo exatamente a prescrição de vida de toda a mulher. Acho que as mulheres podem ser o que quiserem. E não me vejo como apenas um apêndice ao lado do nome do meu marido. Aliás, as vezes fico puta em saber que se por um lado é mais prático ser formalmente casada, por outro é um tanto quanto sacal. O casal, para a justiça, é uma pessoa incompleta, afinal para tudo que um faz, o outro precisa assinar. Gostaria que fosse como na Suécia, onde para o governo e para Receita Federal o casal são pessoas independentes vivendo juntas e como elas se organizam, se pagam ou não as contas, se compram um carro sem contar para o parceiro, é problema delas. E também não é apenas porque me casei que fiquei "careta" ou "old school", ou que eu vá fazer exatamente o que querem que eu faça, afinal se cada pessoa é um universo, um casal são dois universos gerando um universo paralelo.
Hoje não tenho sonhos definidos, sei mais ou menos em que direção eles vão, mas não vou cometer o erro de sonhar colorido demais, afinal, é sempre bom deixar uma brecha para as boas surpresas da vida (porque as más vem sem serem convidadas).
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A globalização importa mulheres mais "baratas".
Muita gente não se atém ao fato de que a independência das mulheres da classe média brasileira se dá as custas da desvalorização do trabalho doméstico. Como isso funciona? Bom, eu acho que já expliquei em algum post lá atrás (e se lembrar de procurar, coloco o link aqui). Mas a questão é a seguinte, as mulheres de fato não conseguiram mudar muito a mentalidade da sociedade para que ela ficasse menos sexista, apenas transferiram seu trabalho doméstico para outra mulher enquanto a primeira sai para trabalhar. Como o trabalho doméstico é desvalorizado tanto pelo homem quanto pela mulher, as empregadas domésticas acabam tendo uma baixa remuneração e qualificação. E os homens no máximo "ajudam" em casa.
Aqui na Suécia podemos pensar as vezes que as coisas são bem mais diferentes. Que os homens aprenderam a valorizar a mulher e dividem o trabalho doméstico com elas. Talvez isso seja verdade, mas pelo menos aqui em Lund, existe um fenômeno que me faz pensar se o mesmo mecanismo funcione com personagens diferentes. Acho que ainda preciso observar mais e conhecer alguns casais onde a mulher é sueca e o marido é estrangeiro. Mas pelo que tenho visto até agora, os homens suecos que não se "adaptam" a independência das mulheres suecas, importam mulheres de países com uma cultura patriarcal muito forte, como por exemplo, o Japão, a Coréia e a China.
Como isso funciona? Bom, eu conheço 3 casos. Duas japonesas e uma coreana. Tem uma indiana que conheço que é casada com um sueco, mas ele é de família indiana, então talvez não conte para o "estudo". No caso das japonesas, ambas parecem estudadas, mas de famílias bem tradicionais. Ambas casadas com suecos numa boa situação financeira, mas elas tem as mesmas restrições, imagino eu, que uma mulher da sua classe teria no Japão, eu acho. Elas tem que pedir permissão para sair com as amigas, pedir permissão para ficar mais um pouco. Nós só podemos vistá-las quando os maridos não estão em casa. Uma delas não tem celular nem dinheiro. Tem que pedir tudo para o marido.
A coreana parecia ser mais independente, mas até certo ponto, pois fica responsável por todo serviço doméstico. Pode até parecer uma situação semelhante a que teriam em seu país de origem. Mas aqui estão sem a família por perto, podem ser exploradas com a desculpa da cultura aqui ser diferente. Por exemplo, as namoradas tem menos direitos que as esposas. Se o namoro termina o visto expira em 6 meses se a ex não arranjar um emprego. Mas os caras simplesmente não casam porque aqui na Suécia as pessoas não se casam. Namoram a vida toda, tem filhos e é isso aí. Mas a sueca tem direitos iguais aos do sueco, já as estranjeiras...
Aqui na Suécia podemos pensar as vezes que as coisas são bem mais diferentes. Que os homens aprenderam a valorizar a mulher e dividem o trabalho doméstico com elas. Talvez isso seja verdade, mas pelo menos aqui em Lund, existe um fenômeno que me faz pensar se o mesmo mecanismo funcione com personagens diferentes. Acho que ainda preciso observar mais e conhecer alguns casais onde a mulher é sueca e o marido é estrangeiro. Mas pelo que tenho visto até agora, os homens suecos que não se "adaptam" a independência das mulheres suecas, importam mulheres de países com uma cultura patriarcal muito forte, como por exemplo, o Japão, a Coréia e a China.
Como isso funciona? Bom, eu conheço 3 casos. Duas japonesas e uma coreana. Tem uma indiana que conheço que é casada com um sueco, mas ele é de família indiana, então talvez não conte para o "estudo". No caso das japonesas, ambas parecem estudadas, mas de famílias bem tradicionais. Ambas casadas com suecos numa boa situação financeira, mas elas tem as mesmas restrições, imagino eu, que uma mulher da sua classe teria no Japão, eu acho. Elas tem que pedir permissão para sair com as amigas, pedir permissão para ficar mais um pouco. Nós só podemos vistá-las quando os maridos não estão em casa. Uma delas não tem celular nem dinheiro. Tem que pedir tudo para o marido.
A coreana parecia ser mais independente, mas até certo ponto, pois fica responsável por todo serviço doméstico. Pode até parecer uma situação semelhante a que teriam em seu país de origem. Mas aqui estão sem a família por perto, podem ser exploradas com a desculpa da cultura aqui ser diferente. Por exemplo, as namoradas tem menos direitos que as esposas. Se o namoro termina o visto expira em 6 meses se a ex não arranjar um emprego. Mas os caras simplesmente não casam porque aqui na Suécia as pessoas não se casam. Namoram a vida toda, tem filhos e é isso aí. Mas a sueca tem direitos iguais aos do sueco, já as estranjeiras...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Porque as pessoas são tão convencionais?
Ando me fazendo essa pergunta constantemente. Antigamente, quando tinha dinheiro sobrando para gastar com roupas, costumava me vestir de maneira bem peculiar. Muitas das minhas amigas me achavam "fashion". Hoje em dia, a moda é a última das minhas preocupações. Atrás das contas, do mercado, do trabalho... e olha que essas não são minhas prioridades.
Pois bem, ouvi uns rumores de que minhas amigas andam preocupadas com o fato d'eu não me casar de branco. Oh, meu deus! Realmente me parece muito importante, afinal, sou mesmo virgem né? O que eu ainda não entendi é o porquê. Eu não acho branco uma cor muito chamativa. Vou me casar no cartório, pombas. As vezes da vontade de fazer as coisas justamente para ser do contra. Todos se importam com isso, uma coisa estúpida, pois bem, vou me casar de calça jeans, camiseta e allstar.
Bom, uma amiga minha me ofereceu um vestido branco. Ainda não vi, mas ela tem muito bom gosto, deve ser mesmo lindo. Talvez eu que não combine com ele, afinal, não estou muito animada para me fantasiar, representar "a noiva" e agradar as convenções.
Talvez eu devesse explicar o que é o casamento para mim, que sou atéia. É garantir os meus direitos legais e os do meu companheiro perante a lei e terceiros, pois caso algo aconteça, é de minha vontade deixar algum suporte e amparo ao homem que eu amo. E futuramente, quem sabe, proteger nossos filhos de terceiros ávidos por trocados. É assim que eu enxergo o casamento que todos veem como um ritual, uma festa pomposa, vestido branco e buquê.
O ritual pra mim já aconteceu. Quando meu namorado me disse que queria casar comigo nós decidimos que independente de onde nossas vidas nos levassem dali por diante ficaríamos juntos. Sempre tentando estar na mesmo hora e no mesmo lugar, juntos. Foi como se ele dissesse "Caso largue tudo para ficar comigo na Inglaterra eu farei o possível para retribuir". Ele acabou ficando por aqui e eu fiz tudo que podia para recompensá-lo. Ninguém largou nada por ninguém, mas a vida já nos testou diversas vezes. Quando meu pai faleceu e eu vi minha tristeza estampada nos olhos dele tive certeza de que éramos mais do que apenas namorados. Quando eu fiquei ao seu lado sofrendo com a incerteza do futuro, minha agonia só acabou com a dele ao ver o resultado do seu exame de doutorado no Brasil. Isso pra mim foi o meu casamento. O primeiro cartão que recebi dele me faz chorar até hoje de emoção. Lembro de todas as coisas que compramos e ganhamos para a nossa casa juntos. Dos momentos difícies que já passamos, dos apertos financeiros, dos programas bobos e baratos que são mais valiosos que qualquer coisa. Podemos ficar a sós conversando sobre tudo e comendo pizza da sadia e tomando cerveja na cama.
Sabe quando eu me casei? Quando naquele famoso dia do qual não me lembro da data, mas me lembro dos detalhes, ele olhou bem no fundo dos meus olhos e disse "Andei pensando muito nesses dias que fiquei fora e não sei se vc vai aceitar, mas eu quero me casar com vc. Vc quer se casar comigo?". E então ele colocou no meu pescoço o seu colar preferido como se fosse uma aliança. Eu aceitei na hora e um amigo nosso tirou uma foto bem no momento em que nos beijamos. Eu estava com uma bermuda jeans, uma blusa preta com uma inscrição dizendo "Home is where the heart is...". Tbm me lembro da roupa que ele usava e de como seus olhos brilhavam naquele dia. Voilà, amigas! Aqui está a descrição do meu casamento. O momento especial, ritualístico, mítico pelo qual todas as mulheres espera a vida toda. É esse dia que eu estou comemorando. É por causa da felicidade que começou ali, com aquela mútua escolha, que eu quero festejar e não porque eu tenho que usar branco, carregar um buquê representando a minha fertilidade e blá, blá, blá.
Não esperem que eu me importe com tudo isso, porque pra mim o mais importante eu já tenho. Não se exasperem com o meu desinteresse. E não esperem que eu seja como todo mundo ou que eu faça o que esperem que eu faça porque sou EU e não outra pessoa quem está ali. As coisas não podem ser iguais porque as pessoas não são iguais. Eu só espero que vcs estejem tão felizes quanto eu e que possam comemorar com os corações plenos de alegria e vazios de convenções e expectativas triviais.
Talvez eu aceite o vestido, quem sabe. Mas não porque tem que ser branco, mas porque eu goste. Mas se ele for verde, amarelo, laranja ou vermelho, nada me impedirá de gostar dele também.
Pois bem, ouvi uns rumores de que minhas amigas andam preocupadas com o fato d'eu não me casar de branco. Oh, meu deus! Realmente me parece muito importante, afinal, sou mesmo virgem né? O que eu ainda não entendi é o porquê. Eu não acho branco uma cor muito chamativa. Vou me casar no cartório, pombas. As vezes da vontade de fazer as coisas justamente para ser do contra. Todos se importam com isso, uma coisa estúpida, pois bem, vou me casar de calça jeans, camiseta e allstar.
Bom, uma amiga minha me ofereceu um vestido branco. Ainda não vi, mas ela tem muito bom gosto, deve ser mesmo lindo. Talvez eu que não combine com ele, afinal, não estou muito animada para me fantasiar, representar "a noiva" e agradar as convenções.
Talvez eu devesse explicar o que é o casamento para mim, que sou atéia. É garantir os meus direitos legais e os do meu companheiro perante a lei e terceiros, pois caso algo aconteça, é de minha vontade deixar algum suporte e amparo ao homem que eu amo. E futuramente, quem sabe, proteger nossos filhos de terceiros ávidos por trocados. É assim que eu enxergo o casamento que todos veem como um ritual, uma festa pomposa, vestido branco e buquê.
O ritual pra mim já aconteceu. Quando meu namorado me disse que queria casar comigo nós decidimos que independente de onde nossas vidas nos levassem dali por diante ficaríamos juntos. Sempre tentando estar na mesmo hora e no mesmo lugar, juntos. Foi como se ele dissesse "Caso largue tudo para ficar comigo na Inglaterra eu farei o possível para retribuir". Ele acabou ficando por aqui e eu fiz tudo que podia para recompensá-lo. Ninguém largou nada por ninguém, mas a vida já nos testou diversas vezes. Quando meu pai faleceu e eu vi minha tristeza estampada nos olhos dele tive certeza de que éramos mais do que apenas namorados. Quando eu fiquei ao seu lado sofrendo com a incerteza do futuro, minha agonia só acabou com a dele ao ver o resultado do seu exame de doutorado no Brasil. Isso pra mim foi o meu casamento. O primeiro cartão que recebi dele me faz chorar até hoje de emoção. Lembro de todas as coisas que compramos e ganhamos para a nossa casa juntos. Dos momentos difícies que já passamos, dos apertos financeiros, dos programas bobos e baratos que são mais valiosos que qualquer coisa. Podemos ficar a sós conversando sobre tudo e comendo pizza da sadia e tomando cerveja na cama.
Sabe quando eu me casei? Quando naquele famoso dia do qual não me lembro da data, mas me lembro dos detalhes, ele olhou bem no fundo dos meus olhos e disse "Andei pensando muito nesses dias que fiquei fora e não sei se vc vai aceitar, mas eu quero me casar com vc. Vc quer se casar comigo?". E então ele colocou no meu pescoço o seu colar preferido como se fosse uma aliança. Eu aceitei na hora e um amigo nosso tirou uma foto bem no momento em que nos beijamos. Eu estava com uma bermuda jeans, uma blusa preta com uma inscrição dizendo "Home is where the heart is...". Tbm me lembro da roupa que ele usava e de como seus olhos brilhavam naquele dia. Voilà, amigas! Aqui está a descrição do meu casamento. O momento especial, ritualístico, mítico pelo qual todas as mulheres espera a vida toda. É esse dia que eu estou comemorando. É por causa da felicidade que começou ali, com aquela mútua escolha, que eu quero festejar e não porque eu tenho que usar branco, carregar um buquê representando a minha fertilidade e blá, blá, blá.
Não esperem que eu me importe com tudo isso, porque pra mim o mais importante eu já tenho. Não se exasperem com o meu desinteresse. E não esperem que eu seja como todo mundo ou que eu faça o que esperem que eu faça porque sou EU e não outra pessoa quem está ali. As coisas não podem ser iguais porque as pessoas não são iguais. Eu só espero que vcs estejem tão felizes quanto eu e que possam comemorar com os corações plenos de alegria e vazios de convenções e expectativas triviais.
Talvez eu aceite o vestido, quem sabe. Mas não porque tem que ser branco, mas porque eu goste. Mas se ele for verde, amarelo, laranja ou vermelho, nada me impedirá de gostar dele também.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ai meu deus, eu vou casar!
Ah, eu vou casar! Logo eu que fui sempre a mais sem graça das minhas primas. A mais tímida da sala. A mais muleca da minha rua. A mais tosca, desbocada e gorda das meninas da minha adolescência. Nem eu acreditava que ia casar. Fui durante muitos anos "a solteira" das minhas amigas. Odiada pelos namorados delas. A minha mãe suspeitava da minha sexualidade pois estava sempre só. Eu me achava uma pessoa incapaz dessas coisas.
O amor só dava errado comigo. Sempre acabava gostando de quem não gostava de mim. Ou quando era correspondida o cara não prestava. Não conseguia levar meus relacionamentos adiante. Eu era uma ostra. Era tão difícil me abrir que optei pela solidão. E não é que quando estava me resignando com minha condição, quando o meu objetivo de vida passou a ser ter um lugar onde coubesse um cachorro e um gato pra me fazerem companhia, eu tropecei nele?
Completamente diferente de todos os homens que já conheci. Ele é lindo, educado, cozinha pra mim, arruma a casa, é inteligente... Só não falo mais pra não deixar vcs com inveja. E depois de 2 anos morando juntos vamos assinar os papéis. Eu sinto uma excitação enorme misturada com um friozinho na barriga. Afinal, eu ainda sou a mulher da relação.
Será que a minha vida vai mudar depois de virar uma pessoa oficialmente casada? Ou isso é coisa da minha cabeça? Sei que vai parecer paranóico, mas ser casado é tão tradicional. Será que eu entrei no pacotinho? Eu sempre achei a gente um casal tão cool. Será que vamos continuar? Bom, se o test drive é suficiente para testar a eficácia do produto, tudo indica que seremos muito felizes. Mas só tem um jeito de descobrir como são as coisas pós-casamento...
O amor só dava errado comigo. Sempre acabava gostando de quem não gostava de mim. Ou quando era correspondida o cara não prestava. Não conseguia levar meus relacionamentos adiante. Eu era uma ostra. Era tão difícil me abrir que optei pela solidão. E não é que quando estava me resignando com minha condição, quando o meu objetivo de vida passou a ser ter um lugar onde coubesse um cachorro e um gato pra me fazerem companhia, eu tropecei nele?
Completamente diferente de todos os homens que já conheci. Ele é lindo, educado, cozinha pra mim, arruma a casa, é inteligente... Só não falo mais pra não deixar vcs com inveja. E depois de 2 anos morando juntos vamos assinar os papéis. Eu sinto uma excitação enorme misturada com um friozinho na barriga. Afinal, eu ainda sou a mulher da relação.
Será que a minha vida vai mudar depois de virar uma pessoa oficialmente casada? Ou isso é coisa da minha cabeça? Sei que vai parecer paranóico, mas ser casado é tão tradicional. Será que eu entrei no pacotinho? Eu sempre achei a gente um casal tão cool. Será que vamos continuar? Bom, se o test drive é suficiente para testar a eficácia do produto, tudo indica que seremos muito felizes. Mas só tem um jeito de descobrir como são as coisas pós-casamento...
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