quinta-feira, 18 de julho de 2013

Game of Thrones - eu não gosto e sei por quê.

Eu adoro pegar um livro, sentar, ler e quem sabe me transportar para outro mundo. Quando a cabeça anda muito cheia e a imaginação não consegue sair do chão, uso a ajuda de outras linguagens mais diretas, como as HQs e adaptações televisivas.

Uma que assisti há um tempinho foi Game of Thrones. Nem sei se já escrevi sobre isso aqui, mas eu detestei. Não consegui sair do sofá de tão óbvia, racista e preconceituosa que era a trama. Me desculpem os fãs, pois falo aqui apenas da série de televisão e das duas primeiras temporadas. O que para mim foi o suficiente para caracterizá-la como um fiasco ficcional.

Dependendo de como você entende ficção, o "projeto" do autor pode ser bem ou mal realizado. Para mim é simples: se o autor cumpriu o pacto com o leitor ele foi bem sucedido. Se ele se propõe a escrever um conto maravilhoso, você não vai criticar que haja magia na história, pois dentro do gênero, isso é algo dado. Por outro lado, se vai escrever um romance de cavalaria sem cavaleiros ele está realmente fugindo da proposta. Mesmo assim ainda pode ser bem sucedido se o protagonista de alguma forma possa ser comparado a um cavaleiro nos seus feitos, honra e etc. Não vou entrar no mérito do gênero, pois sabemos que muitas vezes escritores os reinventam, reinterpretam e etc.

Aí, eu começo a assistir a tal da série, sem nenhuma expectativa de uma releitura do "gênero" RPGesco, eu estava esperando mesmo um "Lord of the Rings" em outro reino.Mas me falaram que era muito, MUITO, bom. Gente que sempre me criticou por ler o Harry Potter, disse "leia, assista Game of Thrones, você vai gostar". Logo nos primeiros capítulos se instaura o clichê. Algo que era para ser um mundo novo me aparece como um pastiche da divisão geográfica terrestre da Era Medieval. No norte (gelado), brancos e nobres senhores feudais, honrados e incorruptíveis. No sul, quente, à la Montesquieu, moral e valores vão se derretendo com o calor e, adivinhem qual a cor do povo mais "bárbaro" da série? Quem notar qualquer semelhança com os muçulmanos não está muito longe da pista.

Okay, vá lá. Os americanos tem um troço mal resolvido com o "mundo árabe". Sobretudo em entender que aquilo lá não é o quintal deles. Mas enfim, dá até para entender o cara pintar os "mouros" como os bárbaros, só não dá para achar inovador, né? Mas "só" isso não foi o suficiente para me impedir de ver a série. A sucessão de mulheres usando ou o sexo como arma para chegar ao poder, ou sendo a honrada esposa e mãe de família para ter respeito foi bem além do clichê. Tem algumas mulheres que fogem à regra. A mãe dos dragões, a tal da cavaleira (pois ela não é uma amzona) e a menininha Stark. Alguém pode argumentar que por um determinado ponto de vista, a trama política gira em torno das manipulações femininas com a tal da Lanister e a do cabelo ruivo. Eu também não vejo nada de novo nesse argumento - Bel Ami (Guy de Maupassant), Relações Perigosas (Chrodelios de Laclos) e uma infinidade de outros exemplos.

Mas para ser sincera, a parte que mais me irritou foi a magia. Mas ai eu já nao posso dizer se o defeito foi da serie, se ele foi o estopim da minha irritação, ou se foi o que ela representa de fato na conjuntura atual. Ao final da segunda temporada a magia começa a dar sinais de que vai retornar. O nascimento dos dragões e a volta dos zumbis (ou algo assim) são alguns indícios. Eu teria que assistir mais da série para poder dizer qual é a justificativa do autor para o retorno da magia. O problema está justamente aí. Qualquer justificativa que ele dê é uma espécie de fuga da realidade. Até porque, sabemos que não existe, nem nunca existiu magia no mundo, okay?! O único dragão que conhecemos é o de Komodo.

No início do Iluminismo, a razão e a ciência tomaram o lugar da religião e da magia. Tanto que o termo "desencantamento do mundo" é usado para explicar a conjuntura de fenômenos que inauguraram aquilo que convencionou-se chamar de "modernidade". Mas esse termo tem outras interpretações, pois é um termo alemão e dizem que foi mal traduzido. Uma outra tradução é "desmagialização". Mas e ae?

Bom, um dos gêneros bastante representativos do período é o fantástico. Sua trama fundamental é o conflito entre a ciência e a magia. O indivíduo do conto fantástico tem certeza do que o que vê não pode ser real, pois é demasiado sobrenatural para ser explicado cientificamente, e no entanto ele vê. Instaura-se aí o desafio, pois sendo o sobrenatural impossível depois do cientifcismo, ele (o personagem) passa a duvidar dos seus próprios sentidos (algo também usado para criticar a ciência da época), mas nunca tem certeza do que aconteceu. Tanto é verdade, que o mais importante do fantástico é a dúvida e a magia nunca se realiza de fato, pois o conto fantástico é sempre uma história que alguém contou para o narrador, ou aconteceu com um amigo de um amigo e etc.

Depois dessa explicação, onde fica a magia no Game of Thrones? Os deuses estão renascendo, mesmo baseados na descrença dos fiéis. São novos deuses? Ou a magia existe independente deles? Isso quer dizer o quê? Vamos colocar a crença na frente da ciência? Quais são as implicações disso? Todas as respostas para mim me parecem ruins. Já basta o sistema de governo ser monárquico, uma espécie de pastiche da Távola Redonda. O autor não me convence nem de que está escrevendo uma ficção, nem de que está sendo autêntico. É claro que ele pode se inspirar no que existe, não tem outra forma de fazer, mas ele precisa apagar as marcas, ao meu ver, muito claras de onde ele bebeu. E a magia, essa não tem solução. Para mim vai ser sempre o Frankstein da obra.

Aí você, caro leitor, pode me dizer que é uma obra de ficção. Sim! Eu concordo. Mas veja bem, nunca é apenas ficção e as analogias preconceituosas que o autor faz com o mundo real são demasiado óbvias para me fazerem "descolar" do sofá e parar de pensar na relação atual entre o "retorno" da magia e o crescimento dos fundamentalismos religiosos.

34 comentários:

Noemy / Garfo disse...

Eu gostaria de saber a opinião da autora sobre as seguintes personagens da trama:
Brienne de Tarth (a única "cavaleira"da história), Igrite (a selvagem que se apeaixona por John Snow), Osha (selvagem que cuida dos irmãos Stark mais novos), Yara Greyjoy (irmã de Theon Greyjoy, chefe da esquadra das Iron Islands) , Lady Olena (avó de Margorie), Lady Stoneheart (assume o comando da Brotherhood without banners), Lyanna Stark (irmã de Ned Stark), a rainha Nymeria (raina dos Rhoynar, traz seu povo até Dorne), a feiticeira vemelha (lidera Stannis Baratheon), Margorie (casa-se com três diferentes reis), Ariane (herdeira de Dorne), as Sand Snakes (filhas do príncipe Oberin Martel, todas lutadoras perigosas), Lady Maege Mormont (lidera não só a casa Mormont, mas também o seu exército, bannerman dos Stark),e finalmente Arya Stark e Daenerys Targaryen. Reduzir os personagens femininos de GRRM a mulheres que usam sexo como manipulação ou são boas mães, é reduzi-las a Catellyn e Cersei e significa não compreender a obra.

Drixz disse...

Noemy, eu assisti apenas as duas primeiras temporadas. Não li os livros. Não tenho conhecimento suficiente para reduzir a obra como conjunto a nada. A maioria das personagens que você citou não aparece de maneira clara na segunda temporada. A análise que fiz, está baseada nas impressões que a adaptação feita para a televisão passou. Usei o aporte teórico da literatura, pois como uma narrativa, mesmo em outra linguagem, é passível de ser analisada como tal. Outra coisa que complica, é o fato do autor dos livros também escrever o roteiro da série. Acho que isso confunde principalmente aos fãs. Mas se você acha que todas essas personagens, tal como são construídas na série, são complexas e não estão perseguindo nenhuma narrativa de formação feminina (bildungsroman) clássica, e se o fato de não ter o mesmo destino da formação feminina clássica sem romper o pacto com o leitor é possível, por favor, escreva sua leitura. Eu adorarei ler.

Anônimo disse...

Apaixona por vc e por sua crítica. Parei de ver no 3º episódio - sim, demorei para cair em mim, quando a mãe dos dragões é erguida e chamada de ''mãe'' por povos do sul...de cor escura.

Tarsila

Jordam Siqueira disse...

Tenho absoluta certeza que, se você tivesse lido o primeiro livro, pelo menos, não falaria tanta merda assim.

Drixz disse...

Desculpe-me, Jordam, mas eu escrevi (e se você soubesse ler teria percebido) que a minha crítica se limita à série de televisão. Para críticas sobre o livro, sugiro que leia outro blog.

Maria Aline Gonçalves de Sousa disse...

Pensei que fosse a única pessoa que tinha detestado GOT pois sempre ouvia maravilhas à respeito da série e sinceramente, assisti o primeiro episódio da 1º temporada e não estou com a mínima vontade de ver o segundo, sem contar que o excesso de cenas picantes os quais já vi graças a um vídeo onde elas estão compiladas(nota: SÓ DO PRIMEIRO E DO SEGUNDO EPISÓDIO, E JÁ DEU),me causou profunda repulsa por esta série. Coisa que deve ter afetado também vários atores participantes da série pois eles se recusaram a continuar ou fazer cenas deste tipo, coisa que eu li em um Artigo. Seus argumentos também são muito bons em relação à etnias, etc., mas ainda não assisti bem pra avaliar a série desta forma. No entanto pude perceber apenas no primeiro episódio uma série de modismos disfarçados. A trama "parece" ser interessante, por isso vou LER Os LIVROs que devem ser bem melhores. Se não forem, pena pois terei gasto meu precioso tempo com porcaria.

Juh S.T. disse...

Começando com o autor do livro falando, a resposta a critica racial de vocês (Martin se refere, especificamente ao ultimo episodio da 3º temporada):
"[George R. R. Martin-
A maioria dessas pessoas, obviamente, não leram os livros. Se eles tivessem lido, saberiam que não há componente racial algum relacionado à escravidão tal qual praticada em Essos. Em Essos, a escravidão é baseada tal como existia no mundo antigo. Os romanos e gregos estavam tão dispostos a escravizar outros gregos e romanos como celtas, godos, alemães e africanos. Está na história. No entanto, quando você está filmando cenas no Marrocos, e você divulga uma chamada para figurantes, são marroquinos que irão aparecer. A maioria deles tem a pele mais escura do que os nossos atores europeus (embora haja realmente diferentes raças e grupos étnicos representados no país, incluindo os árabes, berberes, africanos, franceses, etc). Não é tão diferente de filmar uma cena em Belfast e colocar uma chamada para figurantes, e um monte de irlandeses aparecerem Nós viajamos com nossos atores de país para país e de continente para continente a um custo alto, mas isso não é uma consideração de ordem prática quando se trata de figurantes. Então, em qualquer grande cena de multidão, a cor da pele predominante sempre vai representar o local em que você está filmando. Mas só para constar, sim, Dany é branca, assim como ela tem sido desde o início, e ela pode ou não pode ser uma salvadora (a última cena em “Mhysa” não é o fim de sua jornada, de maneira alguma), mas ela liberta os escravos de todas as cores, raças, credos e nacionalidades.]

Achei simplesmente fantástica a posição de Martin ao defender seu texto original, que de fato possui muito mais contexto e até um pouco de menos endeusamento da personagem nessa altura da história. Quando chegamos em A Dança dos Dragões vemos que de longe Dany definitivamente não é uma salvadora da pele branca, porque as questões culturais e raciais são muito mais profundas e bem colocadas ali. Tão bem colocadas que é algo muito difícil de se digerir, e que de fato é sempre muito difícil de se escrever, tanto que conhecemos essa parte da história como o “nó meerense“. Além disso, as limitações da produção da série são algo cada vez mais evidente e, se os espectadores e críticos de TV tiveram essa sensação ao ver a cena final do último episódio da 3ª temporada, eles tem todo o direito disso porque essa sensação é legítima por conta da falta do contexto que a série não tem tempo pra abordar. Até porque, muitos leitores também tiveram essa sensação.
TRECHO RETIRADO DESSA MATERIA:

Juh S.T. disse...

TRECHO RETIRADO DESSA MATERIA: http://www.gameofthronesbr.com/2013/06/martin-fala-sobre-daenerys-ser-uma-salvadora-branca-de-escravos.html

A série pode ter suas limitações e erros quanto à adaptação da historia, mas se reparasse (o que obviamente não reparou) os detalhes e o cuidado com que esse novo mundo é criado, Westeros, não poderia falar com tanto desprezo da serie. É logico que nem todos tem a mesma opinião e que nem TODOS morreriam de paixão pelo seriado, mas o cuidado a produção, o realismo (isso mesmo, realismo, defeitos humanos, personagens nem bons nem ruins, só pessoas tentando sobreviver ao jogo) o tamanho/ dimensão dessa serie fazem com que se tenha respeito pelo que se está assistindo, porque é sim uma das maiores series já feita, não perfeita, e com problemas na elaboração, mas ainda assim um fenômeno. Agora um dos detalhes que me deixou escandalizada. Você disse que é previsível? PREVISIVEL? Já li todos os livros, assisti toda a serie lançada até momento e não tenho a mínima ideia de como isso irá terminar. Já li inúmeras teorias sobre o que pode acontecer e o que pode estar escondido nas entre linhas e muitas outras de pista de vários fios "soltos" que o autor já confirmou que tudo tem um por que. E NUNCA ouvi ou li a palavra previsível relacionada à GOT, é absurdo isso. Você poderia ter reclamado de todas as reviras voltas e ter se sentido confusa com todos os acontecimentos, mas definitivamente PREVISIVEL (????) não é um crítica plausível. E por ultimo, a magia, a tão reclamada magia. De onde vem à magia em GOT e porque voltou a aparecer nos tempos atuais na historia é um mistério, porém de novo o Martin já deixou claro que tem uma explicação e que ainda é um segredo a ser revelado nos próximos livros. Nada é por acaso em GOT nada está lá sem ter uma explicação, mesmo que essa explicação seja confundir o leitor. Tudo o que sei é que os dragões trouxeram de volta uma magia adormecida há muitos anos e que tudo começará a fervilhar a partir dai. E o porquê os dragões acordaram? Se o final da 1º temporada não explicou, o final do primeiro livro explicará. LEIA =) Ps:. Há tantas mulheres em GOT usando a sexualidade para conseguir poder, pois era a maneira mais comum, eficaz e rápida das mulheres da idade média conseguirem realizar seus desejos (detalhe, essas sim são as mais fortes na minha opnião) e se não percebeu o autor tira varias e VARIAS referencias da historia (não só medieval) para a construção de seus livros. Mas claro sempre existe a exceção à regra e por isso temos Arya, Brienne e outras, para que (como sempre) sejam mostradas diferentes situações, pois Martin tem um leque grande, muito grande de historias e diversidades a ser mostradas. Basta você dar uma chance.
**GOT: Game of Thrones

Drixz disse...

Prezada, Juh S.T.

Você, como a maioria dos fãs que comentam esse post, peca do mesmo problema, fanatismo. As vezes o fanatismo nubla um pouco a visão das pessoas e causa um problema de falta de clareza na leitura. Eu poderia rebater ponto por ponto da sua argumentação se ela se aplicasse ao meu texto, mas ela não se aplica, pois estou discutindo a série televisiva e não os livros. Não posso falar deles pois não os li. Você também não pode defender a série se baseando no que está escrito no livro, pois eles são diferentes. Se está escrito no livro e não aparece na série, não serve de argumento.

Eu deixo bem claro o que conheço e o que eu não conheço e critico apenas o que vi. Não preciso de um lembrete dizendo "obviamente não leu os livros, pois escrevi: "Me desculpem os fãs, pois falo aqui apenas da série de televisão e das duas primeiras temporadas. O que para mim foi o suficiente para caracterizá-la como um fiasco ficcional." No segundo parágrafo do texto.

Você usa muito a conjunto da obra para defender a série televisiva. O que argumento é que ter que assistir mais do que duas temporadas inteiras para gostar de algo, para mim já é uma prova de que não me agrada. Do ponto de vista ficcional para mim é bem ruim. Gerra e Paz, romance do Tolstoi, escrito em 1869 tem muito mais elementos originais do que os que os fã da série tem defendido por aqui. Don Quixote também. Enfim, falta uma certa bagagem de leitura que saia do universo HQ e do RPG para a maioria dos fãs, pois sim, defendem a série cegamente. A ponto de misturar o que está escrito com o que está no ar.

Não tenho como discutir o livro com você. Não assisti e não vou mais assistir Game of Thrones. Eles gravaram as cenas com os Dothtraki no Marrocos? E porque? Porque eles são os "menos civilizados" e escolheram justo o Marrocos? Você não acha que é tendencioso? As semelhanças com os preconceitos e estereótipos terrestres são para mim evidentes.

Não estou dizendo que você não deva gostar da série e se divertir. Eu, infelizmente não consigo não reparar em todos esses detalhes. Como não consigo engolir a tônica catequizante das Crônicas de Nárnia. Sinto muito, mas talvez sua capacidade de leitura seja diferente da minha, pois sim, eu acho GOT bem previsível. Imprevisível é O Processo, 1984, O Espartilho, Venha ver o por do sol…

E não, obrigada, mas eu não vou ler GOT, não gostei da trama. Sobre a "magia", leia um pouco sobre "desencantamento do mundo" e "desmagicalização", algumas teorias literárias muito interessantes sobre a relação entre a magia e a ciência, talvez entenda porque achei que a magia na série é mal colocada.

Juh S.T. disse...

Li, li, li e ainda não compreendi qual o seu problema com a interpretação de texto. Não fui eu que escrevi "obviamente não leu os livros" eu sei que não leu, pois diferente do expressou eu também sei ler, a frase foi retirada de uma declaração feita pelo autor dos livros em relação a serie, todo o primeiro comentário foi um trecho de uma matéria feita pelo site oficial de GOT BR e se tivesse tido o mínimo de atenção perceberia um link logo no começo do segundo comentário, que é estritamente sobre minhas opiniões, que, aliás, não tem nada haver com fanatismo, se engana em pensar que qualquer pessoa que se desponha a defender seus pontos de vista seja fanática. Ou tem problemas em ser contrariada ou tem um ego tão grande que não saber ler e abrir os olhos para novas possibilidades e pontos de vista. Tudo o que falei foi relacionado a serie. E um dos vários motivos que eu vejo para terem escolhido o Marrocos foi por seu clima parecido com o descrito do livro. Incrível como tudo é pretexto para uma crítica racial. Não sou ingênua o bastante para não saber que uma serie norte americana está cheia de estereótipos e limitações no que se diz a uma nova visão do que poderia ser povos desenvolvidos e bárbaros. Mas eu deixei claro que a serie tem suas limitações, porém mesmo assim é épica, principalmente por seu afinco aos detalhes. Uso o conjunto da obra de exemplo do que a serie está, excepcionalmente, se tornando e seguindo quase com exatidão.
"Sinto muito, mas talvez sua capacidade de leitura seja diferente da minha, pois sim, eu acho GOT bem previsível." Tem muita arrogância sua neste trecho. Além de achar que consegue, assistindo somente, duas temporadas entender o enredo e decifrar GOT (coisa que fãs do mundo inteiro há anos discutem e só podem teorizar de infinitas maneiras por conta da sua complexidade) ainda se acha no direito de opinar sobre minha capacidade de leitura, por favor, volte aos fatos e argumentos e deixe de lado o seu ego inflado.
Por ultimo, talvez eu leia as obras que me indicou, apesar de não ser algo reciproco, considero que tenho humildade o bastante para ouvir, ler e experimentar indicações de outras pessoas, aliás, principalmente opiniões contrarias a minha. Sei lá, costumo acreditar que posso estar e errada, mas não espero que entenda.

Drixz disse...

Juh S.T.

O fanatismo é uma palavra que assusta muitas pessoas. Talvez seja melhor dizer que quando alguém gosta muito de algo é bem mais complicado ter um posicionamento crítico imparcial sobre ele. Foi isso que quis dizer quando disse que como fã você talvez sofreria desse problema. Quanto a minha arrogância por achar o GOT previsível, não concordo que seja arrogância, e sim a minha opinião, que você parece ter problemas para aceitar. Quando digo que acho é a minha opinião e não estou dizendo que o GOT necessariamente é previsível. Se você não acha, ótimo. Se divertirá muito lendo os livros e assistindo a série. Agora, você não acha que é um pouco demais eu ler uma série de livros imensa que desde o começo não gostei do plot? E acredite, conheço outras pessoas com a mesma opinião que eu. Quando disse que era previsível, tinha mais exemplos em mente. Sinceramente, já faz muito tempo que assisti a série e não lembro bem dos nomes das personagens. Mas me lembro de assisti-la com o meu marido e toda hora a gente dizer “fulaninho vai morrer” e ainda “ciclaninho que vai matar” e a gente sempre acertava. Quando falo do meu nível de leitura, me desculpe, mas vou ter que dizer, sou mestre em literatura e entendo de teoria literária. Não sei das suas qualificações, mas se também o fosse, poderia muito bem defender a série e os livros, mas problematizaria melhor os pontos fracos deles. E só para esclarecer, a série de TV pode ser analisada com muitos dos mecanismos teóricos dos livros. Não quis colocar os termos técnicos pois não ia tornar o texto fácil de ler.

Não concordo com o fato de me chamar de arrogante, afinal, seu comentário permanece. Eu poderia tê-lo apagado e nem ter me dado ao trabalho de respondê-lo. Acho que isso seria mais arrogante. Claramente, essa discussão não renderá muitos frutos, pois o seu objetivo é me fazer concordar com você a respeito do GOT, algo que não acredito ser possível. Quanto a série ser épica, não discuto isso e nem discordo de você. Dizer que ela é épica não quer dizer que ela é boa. Você não mencionou os estereótipos, só depois do meu comentário. Quanto às personagens mulheres, hum, muito pano pra manga... Você pode fazer muitas leituras, a minha é: isso é tão batido… Sexo como forma de poder feminino. Porque usar de novo então? São tantas alusões a idade média que realmente as vezes acho difícil de ver a criatividade do autor.

O que posso dizer é que, de acordo com a teoria do desencantamento do mundo e do reencantamento do mundo, o GOT é um caso claro onde a magia representa o fator de reencantamento do mundo, onde na verdade, a volta do sagrado a possibilita. Pode-se fazer uma ponte entre a magia e a religião onde a primeira é uma metáfora para a fé. Se quiser te indico uns livros que abordam o assunto. Quanto às personagens mulheres, se atente a uma coisa chamada “bildungsroman” ou romance de formação. Discutindo a formação feminina, percebe-se o total descolamento da formação das mulheres com o que a realidade do universo criado pelo autor pode possibilitar. E para encerrar, o autor não cumpriu o pacto comigo quanto leitora/espectadora, pois o que é considerado o ponto alto da trama? A dança dos tronos. Acaba sendo um romance político passado numa mímeses da idade média com dragões. Nada do que eu esperava ver.


Drixz disse...

Juh S.T.

O fanatismo é uma palavra que assusta muitas pessoas. Talvez seja melhor dizer que quando alguém gosta muito de algo é bem mais complicado ter um posicionamento crítico imparcial sobre ele. Foi isso que quis dizer quando disse que como fã você talvez sofreria desse problema. Quanto a minha arrogância por achar o GOT previsível, não concordo que seja arrogância, e sim a minha opinião, que você parece ter problemas para aceitar. Quando digo que acho é a minha opinião e não estou dizendo que o GOT necessariamente é previsível. Se você não acha, ótimo. Se divertirá muito lendo os livros e assistindo a série. Agora, você não acha que é um pouco demais eu ler uma série de livros imensa que desde o começo não gostei do plot? E acredite, conheço outras pessoas com a mesma opinião que eu. Quando disse que era previsível, tinha mais exemplos em mente. Sinceramente, já faz muito tempo que assisti a série e não lembro bem dos nomes das personagens. Mas me lembro de assisti-la com o meu marido e toda hora a gente dizer “fulaninho vai morrer” e ainda “ciclaninho que vai matar” e a gente sempre acertava. Quando falo do meu nível de leitura, me desculpe, mas vou ter que dizer, sou mestre em literatura e entendo de teoria literária. Não sei das suas qualificações, mas se também o fosse, poderia muito bem defender a série e os livros, mas problematizaria melhor os pontos fracos deles. E só para esclarecer, a série de TV pode ser analisada com muitos dos mecanismos teóricos dos livros. Não quis colocar os termos técnicos pois não ia tornar o texto fácil de ler.

Não concordo com o fato de me chamar de arrogante, afinal, seu comentário permanece. Eu poderia tê-lo apagado e nem ter me dado ao trabalho de respondê-lo. Acho que isso seria mais arrogante. Claramente, essa discussão não renderá muitos frutos, pois o seu objetivo é me fazer concordar com você a respeito do GOT, algo que não acredito ser possível. Quanto a série ser épica, não discuto isso e nem discordo de você. Dizer que ela é épica não quer dizer que ela é boa. Você não mencionou os estereótipos, só depois do meu comentário. Quanto às personagens mulheres, hum, muito pano pra manga... Você pode fazer muitas leituras, a minha é: isso é tão batido… Sexo como forma de poder feminino. Porque usar de novo então? São tantas alusões a idade média que realmente as vezes acho difícil de ver a criatividade do autor.

O que posso dizer é que, de acordo com a teoria do desencantamento do mundo e do reencantamento do mundo, o GOT é um caso claro onde a magia representa o fator de reencantamento do mundo, onde na verdade, a volta do sagrado a possibilita. Pode-se fazer uma ponte entre a magia e a religião onde a primeira é uma metáfora para a fé. Se quiser te indico uns livros que abordam o assunto. Quanto às personagens mulheres, se atente a uma coisa chamada “bildungsroman” ou romance de formação. Discutindo a formação feminina, percebe-se o total descolamento da formação das mulheres com o que a realidade do universo criado pelo autor pode possibilitar. E para encerrar, o autor não cumpriu o pacto comigo quanto leitora/espectadora, pois o que é considerado o ponto alto da trama? A dança dos tronos. Acaba sendo um romance político passado numa mímeses da idade média com dragões. Nada do que eu esperava ver.


Anônimo disse...

De fato é uma serie com enredo fraco e que se apoia em muletas.

A primeira delas é o excesso de nudez e erotismo. Tudo bem que na Idade Média as pessoas não tinham muito o que fazer além de se acasalarem, porém isso é utilizado de forma apelativa e desnecessária para o desenvolvimento da trama.

A outra é a morte de personagem para criar o pathos entre os telespectadores. Tudo bem que o primeiro que foi para "a terra dos pés juntos" foi necessária para o andar da história, mas usar isso toda hora soa como estratégia tentar prender os fãs na história.

Por fim, é a tentativa de ser inovador que acaba sendo igual aos demais. Os fã alegam que GoT "foge de todos os padrões", que "não há mochinho e bandido" e blábláblá... Mas se eles tivessem um pouco mais de bagagem literária observariam que GoT usa a mesma estrategia das novelas da globo (que estas usam o teatro romano como referência). E tem sim! mocinho, bandido e todos os elementos ideias para um best seller.

Portanto é uma serie, sob uma ótica literária, fraca e com apelo comercial. Afinal, se você quiser compreender a serie, tem que comprar os livros.

Mark Dream disse...

Eu não li o livro, apenas assisti a primeira temporada e também não gostei pelos motivos que autora critica além de outros. Me esforcei muito para encontrar uma critica honesta na internet, tudo que se encontra são bajulações o que sugere
um marketing muito pesado e uma legião de fanáticos. Para mim tratasse de apenas mais uma moda "a la HP". Gostaria de encontrar mais criticas desse naipe, mas infelizmente é praticamente impossível.
Parabéns.

Anônimo disse...

Assista a série Spartacus

Manoel Teixera disse...

O mundo dos seriados vive um momento de oba oba, series muito boas são canceladas e as ruins continua por aí. Eu sempre ouvi as pessoas falando do GOT, porem nunca tive interesse em assistir.
Essa semana eu resolvi dá uma chance ao GOT, não pelos livros e sim pelo seriado, não leio o livro pois a historia não me agrada.
Quando comecei assistir vi que a qualidade é excepcional, porem é uma penumbra só, para quem vai conhecer a historia através do seriado é complicado, porque até os ganchos para te fazer assistir o próximo episodio é fraco. Agora quem já leu os livros a visão é diferente. Eu tentei assistir fui até o 3° episodio e a serie não me convenceu…Chata de mais…

Anônimo disse...

Pensei em escrever um texto enorme como os demais comentários.. mas percebi que, pela sua análise sem sentido, você não conseguiu entender nem 20% de toda a história.. então eu pensei: qual a chance dela entender o que eu vou escrever sobre ASOIAF? Acho que não muita coisa..

Luiz Felipe disse...

Eu apoio a tolerância e o respeito às opiniões alheias e mesmo sendo um fã do trabalho de Martin não estou aqui pra te apedrejar. Pelo que você me parece ser alguém que aprecie discussões e argumentação, é isso que eu quero fazer e realmente espero não te ofender em momento algum, dito isso vamos ao meu ponto de vista.

Primeiramente gostaria de dizer que você cometeu alguns erros graves ao analisar a obra, mas isso se justifica na sua afirmação que diz não conhecer o gênero, corrija-me caso eu esteja errado. Você demonstrou total falta de conhecimento com relação ao gênero julgando a obra nas medidas da realidade.
Você apoiou seu ponto dizendo que a obra era claramente uma caricatura da realidade. Você tem razão quando diz que a obra se baseia na história da idade média, talvez você conheça a seguinte máxima, que não reproduzo com total fidelidade: " a arte imita a vida " e vice-versa. Obviamente a obra se apóia na realidade, especificamente na história medieval, afinal como não se apoiar?
Porém o que você talvez não tenha entendido é que o fato de haverem semelhanças com a realidade não quer dizer que a obra esteja reafirmando os valores que podem ser observados. Podemos ver a obra de Martin como sendo de um realismo impressionante pois ele mostra as coisas como verdadeiramente seriam/eram, talvez isso fira o seu moralismo idealizado, mas seja bem vinda à vida real.
Esse talvez tenha sido sua maior falha. Não se crítica o que não se conhece, assim como não se mede a fantasia pela mesma régua com se mede a realidade.
Para não me demorar muito mais gostaria apenas de te informar de uma coisa. O Martin não é responsável pelo roteiro da série. Ele atua como uma espécie de consultor com pouca capacidade de interferência, escrevendo APENAS um episódio por temporada.
É perfeitamente razoável que o estilo do Martin tenha ido contra seu senso de moral e todos os seus preconceitos, mas eu aconselho que da próxima vez que for escrever sobre algo fora da sua zona de conforto tente manter a mente aberta e pesquise um pouco mais sobre o objeto de sua crítica.

Espero realmente não ter te ofendido com a minha argumentação sincera.

leandro ribeiro disse...

Boa noite,

Li sua critica mas me perguntei em vários momentos qual sua análise sobre a obra. Menciona ler Harry Potter e esperar um Lord of the Rings, ambos contendo magia, no primeiro até mesmo infantil. Vi que se contradiz em muito sobre o que fala sobre a série. E depois de ler que somente assistiu a primeira temporada percebo-me que você sim, está de alguma forma, agindo por fanatismo. Não sou o maior fã de literatura fantasiosa, sempre me apeguei a literatura romancista, filosófica e politica. Mas como amante da literatura, me disponho sempre a ler coisas novas. Quando li o que escreveu, imaginei o que deve ser, estudante de letras, ou somente leitora, como eu, enfim. De qualquer forma, nunca li, de nenhum critico, por mais contrário a uma obra, uma fórmula como a sua. "Até porque, sabemos que não existe, nem nunca existiu magia no mundo, okay?! O único dragão que conhecemos é o de Komodo." Estranho para quem admira HP, não? Pergunto-te como foi historicamente a vida no poder de qualquer povo, até o século passado. Houve alguma diferença entre a temporada que assistiu com a realidade passada? Você diz que é clichê uma mulher usar sexo para chegar ao poder ou ser uma boa mãe de família, mas também diz que ser forte no poder por méritos sendo mulher também é clichê, Você não está sendo machista, moça? Mas não criticarei além do que já fiz sobre sua análise mal formulada, convido-a a ler realmente os livros do autor que é citado em seu texto, que não conduz a obra televisiva, que pelo que (não) entendi não é o alvo das sua critica.
Termino dizendo que a obra literária do autor, GRR Martin, diz muito mais do que simplesmente uma linha reta ou uma fórmula com resultado único, como o próprio Harry Potter, essa obra são criticas implícitas ao cotidiano de muitos, americanos, ingleses, etc. Caso se atente e queira le-los, perceberá, acredito, pois não me parece ininteligente, apesar de fanática.

Daniel Melo disse...

Ah mais uma coisa. Quanto ao Harry Potter, você percebeu as semelhanças com Hitler e o nazismo? Percebeu um personagem querendo controlar os mais fracos? Ou isso também é clichê demais pra você?

Daniel Melo disse...

Pelo seu texto me parece que você é uma pessoa muito moralista. Você se incomoda com a desigualdade e com a situação dos menos favorecidos. Pensando assim você não consegue se desprender dos seus ideais para analisar uma obra. Você enxerga uma crítica em tudo que vê. Talvez por isso tenha se incomodado tanto com a cor de um dos povos retratados na série.
Além disso você me pareceu ter sérios problemas com a magia. A magia na série sempre esteve presente naquele universo. Desde os povos antigos se fala na magia. A diferença é que ela nao é o carro chefe do universo como em o senhor dos anéis.
A magia nunca foi embora. Assim como os deuses. Você acredita que eles estão voltando porque as pessoas votaram a acreditar neles... Não tem nada a ver. Em game of Thrones existem o deus vermelho e os 7... Alguns acreditam nos 7... Outros crêem no deus vermelho... Assim como na vida real são crenças diferentes. Mas nao quer dizer que esses deuses estão voltando à vida. São apenas personagens que crêem em deuses diferentes... Enfim... Não sei se estou sendo claro. Mas pra finalizar, me incomoda o fato de alguem que leu Harry Potter pensar de uma forma tão pequena com relação à um universo de ficção. Martin criou centenas de famílias, todas com árvores genealógicas extensas e complexas. Histórias e reinos gigantescos. Em Harry Potter existem sete casas: lufa lufa, corvinal, grifinoria e sonserina... Em Game of Thrones existem várias, uma mais complexa e com uma história de base muito bem fundamentada.
Uma pena que não tenha conseguido compreender isso tudo.

Anônimo disse...

'Até porque, sabemos que não existe, nem nunca existiu magia no mundo, okay?! O único dragão que conhecemos é o de Komodo.' só por esse trecho realmente não dá pra levar sua crítica a sério,me pergunto o porquê de você ter lido HP,onde a história ocorre em um mundo mágico.uma pessoa que nunca leu os livros de ASOIAF,me desculpe,não pode fazer uma crítica coerente a série,já que tem a tv adaptou MUITA coisa diferente.'No norte (gelado), brancos e nobres senhores feudais, honrados e incorruptíveis',obviamente como você só assistiu até a segunda temporada,não conhece Theon Greyjoy e a casa Bolton,que estão longe de serem ''honrados e incorruptíveis'.e sinceramente não sei da onde você notou alguma semelhança entre o povo Dothraki 'o povo' bárbaro com os muçulmanos,é por causa da cor da pele? te informo que não é só nos paises árabes onde a população tem uma cor de pele mais morena e acho que esse seu 'moralismo',te fez enxergar preconceito onde não existe,já que um dos principais personagens da história é um anão deformado.enfim,sua crítica é pobre e muito mal feita,aconselho a pesquisar mais a fundo outras séries que você for criticar,ao invés de escrever argumentos tão mal formulados.

Anônimo disse...

'Até porque, sabemos que não existe, nem nunca existiu magia no mundo, okay?! O único dragão que conhecemos é o de Komodo.' só por esse trecho realmente não dá pra levar sua crítica a sério,me pergunto o porquê de você ter lido HP,onde a história ocorre em um mundo mágico.uma pessoa que nunca leu os livros de ASOIAF,me desculpe,não pode fazer uma crítica coerente a série,já que tem a tv adaptou MUITA coisa diferente.'No norte (gelado), brancos e nobres senhores feudais, honrados e incorruptíveis',obviamente como você só assistiu até a segunda temporada,não conhece Theon Greyjoy e a casa Bolton,que estão longe de serem ''honrados e incorruptíveis'.e sinceramente não sei da onde você notou alguma semelhança entre o povo Dothraki 'o povo' bárbaro com os muçulmanos,é por causa da cor da pele? te informo que não é só nos paises árabes onde a população tem uma cor de pele mais morena e acho que esse seu 'moralismo',te fez enxergar preconceito onde não existe,já que um dos principais personagens da história é um anão deformado.enfim,sua crítica é pobre e muito mal feita,aconselho a pesquisar mais a fundo outras séries que você for criticar,ao invés de escrever argumentos tão mal formulados.

Drixz disse...

Então, Anônimo,

Vc já ouviu falar no pacto entre autor e leitor? Minha questão é que ele parece ter quebrado o pacto. Mas enfim, muita gente já me falou que a história é cheia de reviravoltas e que essas primeiras impressões se desfazem ao longo do tempo. Ótimo. O que eu fiz questão de frisar é que não estava criticando o conjunto da obra, mas um recorte específico. E sim, eu acho que posso fazer isso. Até mesmo porque o meu ponto é, eu já li muitas obras que só melhoram depois da metade, mas para mim uma série deve ter atrativos independente da temporada. Os episódios são muito longos e as temporadas idem. Se eu tenho que perder um montante excessivo de horas para gostar de algo, sinceramente vou desistir. Imagine os livros? Espero que o primeiro e o segundo sejam melhores do que a série, pois ler tudo aquilo para depois cair na obviedade é realmente chato. Quanto aos demais pontos, não vou argumentar. Talvez se vc estudar um um pouco mais sobre representação e preconceito meu ponto fique mais claro? Recomendo um livro chamado "A Crítica da Imagem Eurocêntrica" de Robert Stam. Quem sabe fique mais claro meus pontos.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Caio Cézar disse...
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Dan disse...
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Dan disse...
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Dan disse...
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Dan disse...
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Brenerr Brener disse...
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≈ ρєяsσиαℓιdαdє єxρℓσsιvα ! • It's the end. Bang! disse...
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Drixz disse...
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